Os 5 porquês de ‘Outlander’ ser melhor que ‘Game of Thrones’

Por Cassam Looch para The Culture Trip


Com a terceira temporada de Outlander para estrear logo após a sétima temporada de Game of Thrones, que começa em julho, nós escolhemos cinco razões convincentes para que você seja #TeamSassenach em vez de #TeamStark.

Caitriona Balfe e Tobias Menzies em‘Outlander’ | © Starz/Amazon Prime

Começaremos dizendo que amamos ambas as séries. Game of Thrones é com certeza reconhecida como uma das mais grandiosas e melhores séries de TV de todos os tempos. É também de opinião popular que a série sofreu uma queda significante na qualidade nos últimos anos.

A nova temporada, com um menor tempo de exibição graças ao número reduzido de episódios, é certamente um passo na direção certa. Nós também temos uma data definitiva para o fim da saga de George R. R. Martin (pelo menos na tv, mesmo que o autor hesite em terminar o material literário em breve).

Outlander, em comparação, é uma série pretensiosa. As duas primeiras temporadas tiveram tanta coisa, e há mais para vir, visto que o trabalho de ficção histórica de Diana Gabaldon é de oito livros, com outra parcela a caminho.

Vamos ver os motivos pelos quais você deveria escolher Jamie e Claire:

Realismo com fantasia

Caitriona Balfe como Claire Randall em ‘Outlander’ | © Starz/Amazon Prime

Ambos os shows têm uma pegada de fantasia/ficção. Com Game of Thrones, isso é algo que se desenvolveu ao longo do tempo, enquanto que em Outlander é muito mais como um gatilho para fazer o enredo ir em uma certa direção.

Pense dessa forma — as duas primeiras temporadas de Game of Thrones poderiam ser facilmente transformadas em um drama histórico crível (se um pouco horrível). Sim, há espíritos e bruxas, mas eles quase não são essenciais para a ação. Coisas irrevogavelmente mudam, no entanto, uma vez que os dragões são introduzidos adequadamente. Entramos com tudo na ficção e temos uma peça chave que remove todo o realismo da série. Sempre que uma batalha importante está acontecendo, você sempre tem a sensação irritante de que um dragão gigante irá intervir e fritar os exércitos em duelo.

Outlander faz de forma oposta. A série se joga na fantasia logo no primeiro episódio da primeira temporada, quando vemos a enfermeira Claire Randall ser transportada de volta no tempo, da Escócia de meados do século XX para as florestas das Terras Altas do século 18, após tocar uma pedra sagrada.

A partir daí, no entanto, Claire tem que usar sua inteligência e aptidões para sobreviver às duras condições em que se encontra. Suas ações são críveis e realistas. Ela mostra bastante de seu caráter mais moderno para se destacar, mas não tanto a ponto de se tornar um tipo de deidade. É claro que batalhas na vida real e guerras são partes integrantes da trama.

A história


A escala de Game of Thrones — seu escopo abrangente e rápida expansão — deve ser aplaudida. A mitologia e história são dignas de um próprio spin-off (algo que tem sido discutido recentemente), e ninguém pode negar a ambição com que a série abriu.

Não foi até a quarta temporada que as rachaduras nesta vasta paisagem começaram a aparecer. Tornou-se evidente, até que um rumo ao fim surgisse, que a série seguiria enrolando. Estávamos agora a ser apresentados a personagens que não só tinham pouco a ver com a história principal, mas também tinham pouco a ver com as pessoas que realmente importavam na série.

Outlander tem muito mais foco. Claire (Caitriona Balfe) encontra Jamie Fraser (Sam Heughan) e é levada de volta ao clã do último. Ela é essencialmente uma prisioneira, mas também está lá para sua própria proteção. Em perseguição, está Jonathan ‘Black Jack’ Randall, um ancestral direto do marido de Claire no século XX, Frank Randall.


A segunda temporada começou na opulência da França do século XVIII. Esta foi uma mudança visual, e o tom da série também mudou, mas mais uma vez o foco estava claramente em Claire e Jamie, bem como no romance do casal.

Alguns críticos — que quase certamente não viram a série — rotularam Outlander como uma “Game of Thrones feminista”. Claire é obviamente uma mulher forte em uma sociedade dominada pelos homens, mas há muito mais para ela do que isso.

Personagens e performances

Os três personagens centrais de Outlander oferecem performances surpreendentemente convincentes. Eles interagem maravilhosamente, e retratam as realidades brutais da época em que ocupam. A vilania de Black Jack é extrema, sádica e terrível, e ainda assim nunca apenas feito por causa do choque.


Tanto Game of Thrones quanto Outlander prosperam em colocar personagens importantes em situações desesperadamente sombrias. Eles enfrentam violência, tortura e abusos indescritíveis periodicamente.

Se você, no entanto, tivesse que escolher a relação central ou dinâmica em Game of Thrones, seria impossível reduzi-la a menos de uma dúzia de personagens aproximadamente. Por um lado, é um elogio — um universo rico e denso foi criado para esse propósito. Mas também é verdade que algumas performances e personagens estão se perdendo no campo minado como resultado.

Um grande exemplo de como Outlander tem uma estrutura mais refinada está na evolução de Jamie Fraser. O ator Sam Heughan inicialmente teria sido apresentado com um personagem de uma encantadora e adorável rebeldia, mas também viu Jamie se desenvolver graças ao que ele resiste na primeira temporada. As repercussões do abuso que ele sofre nas mãos de Black Jack o moldaram. Vemos os efeitos disso em grande detalhe graças à enorme ênfase nos personagens principais.

Claire Randall também passa por muita coisa. Nós a vemos lutar internamente com as implicações morais de suas ações e sua relutância em voltar para casa. Quando Claire e Jamie estão em cena juntos, a magia é certa.

Química

Novamente, há química óbvia entre um monte de personagens em Game of Thrones, e não há crítica a isso, porém Outlander faz melhor.


A ideia de “almas gêmeas” encontrando uma a outra apesar dos obstáculos colocados à sua frente, pode parecer um romance antiquado que não tem lugar em um drama do século 21. Claire e Jamie são apenas isso, as metades da laranja que desafiam as probabilidades e se encontram. Eles então, enfrentam vários e complexos obstáculos morais e físicos que desafiam todos os aspectos de seu relacionamento.

Claire, de Balfe, é obstinada e apaixonada, assim como Jamie, de Heughan. O ator nascido escocês foi a primeira pessoa escalada para a série, e, posteriormente, teve influência na escolha de quem iria interpretar Claire. Em uma entrevista recente com The Herald, Heughan disse: “Eu tive muita sorte em fazer testes com todas que eles procuraram para o papel de Claire. Eles fizeram todos esses testes de química, eu fui para Los Angeles algumas vezes e nós testamos lá e em Londres.

“Eles não conseguiam encontrar a garota certa, e então Caitriona apareceu e isso pareceu dar certo. Ela é muito divertida e há um alto nível de confiança entre nós. Ela é uma ótima amiga e extraordinária em sua parte.” E há também a boa relação do par pelo Twitter.

Ritmo


Não há como negar o ritmo calmo em boa parte de Outlander. Se você estiver procurando por repetidos banhos de sangue, então Game of Thrones é a série para você… embora ambas as séries tenham uma alta pontuação quando se trata de cenas de sexo quentes.

Outlander é muito mais envolvente e como resultado, leva um tempo para se adaptar. É uma venda difícil, você pode ser recomendado a assistir e achar difícil de se apegar à série.

Há sempre a esperança de que Game of Thrones volte ao seu melhor. Quando estava no auge, era imbatível, mas a pressa para chegar a marcos significativos e produzir episódio atrás de episódio fez com que houvesse uma queda na qualidade.

Enquanto isso, Outlander ganhou vantagem. A terceira temporada promete mais do mesmo, mas com um toque muito inovador (visitamos o set mais cedo este ano, mas juramos segredo sobre os detalhes). Talvez o teaser lançado recentemente possa explicar melhor de qualquer maneira…

Traduzido por Iury

Fonte: The Culture Trip

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