Outlander – 1×01 – Sassenach (Pilot)

resenhas

“Pessoas desaparecem o tempo todo.”

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Depois de anos lendo os livros de Diana Gabaldon, confesso que estava ansiosa demais pela adaptação de Outlander para a TV. Logo na primeira imagem, eu vejo a belíssima Escócia com as suas paisagens lindas. De repente, eu fico simplesmente hipnotizada com a voz de uma mulher que fala como as pessoas desaparecem sem aviso, que algumas retornam até com alguma explicação. A voz continua a falar sobre lembranças, de como nunca ela morou por muito tempo em algum lugar para que pudesse comprar um vaso e então, ela surge olhando para a vitrine e é ela, Claire, a enfermeira corajosa, forte, teimosa, a mulher a frente de sua época, decidida e que fez com que eu me apaixonasse tanto por Outlander. O seu marido Frank é um professor de história que durante a guerra teve um cargo relacionado com espionagem e ela atuou como enfermeira durante a guerra. Claire está em sua segunda lua de mel com Frank Randall, eles estão visitando Inverness na Escócia de 1945 tentando recuperar a cumplicidade e intimidade que tinham antes da separação provocada pela Segunda Guerra Mundial. Frank está muito interessado na árvore genealógica de sua família e Claire se interessa pela botânica e do seu uso como medidas terapêuticas.

Claire ama Frank que é um marido apaixonado e bondoso, eles viajam para alguns pontos turísticos com Frank sempre esclarecendo os dados históricos, percebem que na pequena vila as lendas celtas são bem presentes. A relação entre eles como Claire descreve, tem o sexo como a ponte para que eles se encontrem, assim eles podiam ultrapassar os obstáculos e ela acreditava que tudo ficaria bem.

Enquanto Frank e o Reverendo Wakefield, continuam a sua pesquisa sobre a árvore genealógica de Frank, Claire tem a sua sorte e mão lidas pela governanta do reverendo que diz que ela tem o polegar grande, o que significa que ela tem força de vontade e muita determinação, que o monte de Vênus dela faz com que seja difícil para o seu marido ficar longe de sua cama . Ela também vê que a linha da vida está interrompida em partes e pedaços. A linha do casamento está dividida e significa que ela terá dois casamentos, o estranho é que as linhas geralmente são interrompidas, mas a dela é bifurcada.

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À noite quando Claire está no quarto da pousada penteando o seu cabelo e Frank está voltando, ele vê um jovem highlander olhando para Claire que aparece na janela, e esse jovem aparenta estar muito triste, quando Frank vai abordá-lo o jovem some como se fosse um fantasma. Frank conta para Claire a experiência que teve e pergunta se ela teve alguém durante esse tempo de separação, ela fica brava e diz que não, mas Frank diz que isso não teria importância porque a ama. Momento tristeza ver o fantasma dele ali tão sozinho olhando para ela…

Frank leva Claire para ver as bruxas como ele as chama, mas que na verdade são mulheres que se reúnem em um circulo de pedras na colina fora da cidade, em Craigh na Dun para fazer um ritual. Eles assistem o ritual que é belíssimo, Claire fica fascinada e arrepiada com a visão delas dançando, ao mesmo tempo em que algo lhe diz que ela não deveria estar ali.

Claire resolve ir até a colina das pedras para colher uma planta que ela viu e que acha que tenha o nome de “não me esqueças”, enquanto Frank continua com a sua pesquisa. Eu sei que Claire é apaixonada por seu marido e que ele a ama, é carinhoso e compreensivo, mas acho a relação deles tão chata.

Ela vai até a colina encontrar a planta e começa a ouvir um barulho intenso e como que hipnotizada ela toca a pedra maior e tudo fica escuro. Claire descreve que uma vez quando viajava à noite, adormeceu no banco do carona de um carro em movimento, e embalada pelo barulho e pelo deslocamento foi levada para uma ilusão de serena leveza. Então, o motorista entrou rápido em uma ponte e ela acordou vendo o mundo girando pelas janelas do carro, com a sensação nauseante de cair em alta velocidade. E isso foi o mais próximo que ela pode chegar para descrever a sua experiência, mas que com certeza nem chegou perto do que ela sentiu.

Claire acorda desorientada e tenta voltar ao carro, mas não encontra o caminho, tudo parece estar diferente, ouve tiros, vê homens vestidos com o uniforme inglês e até pensa que estivesse em uma gravação de um filme dramático e de época, ela corre, vê escoceses correndo e falando em gaélico, mas percebe que as balas são de verdade, então ela sai correndo desesperada até que encontra na beira de um riacho Frank, que está vestido como um oficial inglês, ela pergunta o que ele está fazendo ali e percebe tardiamente que ele não é o seu charmoso marido. Ele se apresenta como Jonathan Randall, Capitão do 8º Regimento de Dragões de Sua Majestade. Ela responde que o seu marido a está esperando, que se chama Frank Beauchamp e que ele é um professor. Ele não acredita e tenta estuprá-la, mas nesse momento surge um highlinder que o ataca e a salva, como ela não fica quieta, ele sutilmente a faz dormir e somos apresentados ao nosso querido Murtagh. Claire é levada de cavalo até uma pequena casa, ela gostaria muito de estar sonhando, mas o mau cheiro do seu salvador não a deixa. Ah, uma das coisas que mais gosto são as descrições olfativas que Claire faz principalmente em certos momentos mais íntimos e tenho que confessar que amo odiar BJR.

Dentro da casa ela percebe que há vários escoceses que a olham como se ela estivesse nua e que conversam em gaélico. O líder, Dougal vem conversar com ela, pergunta o seu nome e ela se apresenta com o seu nome de solteira, Claire Beauchamp. O escocês que a salvou diz que ela estava sendo molestada pelo oficial inglês que eles já conheciam e que a chamou de prostituta, mas que pela forma que ela agia com certeza não era uma prostituta.

Claire estava aterrorizada e pensava em fugir, em voltar para Inverness, mas não sabia onde estava. O mais sensato seria ficar quieta e de cabeça baixa, então ela percebeu um jovem que aparentava estar com o braço deslocado, percebe que os homens vão colocar o seu braço de forma errada e que poderiam quebrar o braço dele, ela não aguenta ficar quieta e vai ajudá-lo sem pensar muito e mostrando que o osso deve ficar na posição certa antes de ser reencaixado na junta. Ela pede que o segurem, diz para o rapaz que essa será a pior parte e recoloca o osso no lugar. O lindo, quer dizer o rapaz diz que não dói mais, ela diz que ficará dolorido por uma semana e que ele precisa de uma tipoia, começa a dar ordens aos homens para pegarem um pedaço de pano longo ou um cinto. Adoro o jeito como ela mostra a sua personalidade forte em um mundo dominado pelos homens e já dou risada com o Angus.

Todos saem e ela pergunta ao jovem onde está Inverness e ele aponta para frente, mas ela percebe que não há luz elétrica só escuridão; e por mais que a sua mente não quisesse ver, ela percebe que não está mais no século XX. Ela monta junto com o jovem escocês no mesmo cavalo e ele a cobre com o seu xale, pois ele diz que ela está tremendo muito. Claire diz que está bem, mas o lindo diz que ela está sacudindo tanto que os dentes dele tremem. E que voz e que sotaque é esse Meu Deus!!!

Eles cavalgam a noite inteira, até que chegam a um lugar que ela reconhece e lembra de Frank explicando ser um lugar que os ingleses usavam para fazer emboscadas no século XVIII e que talvez eles possam estar ali agora. Ela fala sobre o local para o jovem que concorda que realmente seria um bom lugar para emboscadas, o jovem comunica a Dougal e de “forma delicada” a derruba do cavalo e pede que ela se esconda. Realmente havia uma emboscada e ela aproveita para fugir, mas acaba perdida e é encontrada pelo lindo que está com a camisa cheia de sangue e Claire diz que espera que ele não tenha usado o ombro machucado e pergunta se ele está ferido. Ele diz que a maioria do sangue não é dele. Ela fala que não irá com ele, mas ele garante que sim, diz que Dougal e os homens estão esperando por eles. Ela pergunta se ele vai cortar a garganta dela se ela não for, mas ele diz que ela não parece ser tão pesada e pode carregá-la. Eita química danada desses dois!

Eles continuam cavalgando e ela percebe que o rapaz não está bem e acaba desmaiando, ela vê que ele levou um tiro e a bala saiu, diz aos homens que a ferida precisa ser desinfetada antes que ela faça um curativo, que deve ser protegida dos germes, pede iodo, mertiolate, e fica claro que eles nunca ouviram falar de nada disso, até que ela fala a palavra mágica álcool e isso eles tem, ela limpa a ferida, rasga um pedaço do seu vestido e faz um curativo. Enquanto ela tenta enfaixar o seu ombro no escuro, ela começa a xingá-lo de canalha maldito de merda, que faz com que todos os homens fiquem horrorizados por nunca terem ouvido uma mulher usar essa linguagem.

Claire diz que o rapaz precisa descansar, mas Dougal fala que eles precisam ir embora o mais rápido possível. O rapaz fala para Claire que Black Jack Randall irá atrás deles e que se ele não puder montar, é melhor deixá-lo com uma pistola carregada para que ele determine o seu próprio destino. Ela diz que ele devia ter contado do tiro antes de cair do cavalo. Mas ele fala que não estava doendo muito, mas que agora está e Claire diz que isso é bom. Ela o ajuda a levantar e ele a olha e diz: Obrigado, Sassenach. Ah, eu esperei tanto para ouvir isso!!!

Eles chegam ao Castelo Leoch, o mesmo que no século XX ela visitou com Frank e que eram só ruínas, mas que agora estava cheio de vida. Até aquele momento Claire havia sido agredida, ameaçada, sequestrada e quase estuprada; e de alguma forma ela sabia que aquilo era só o começo da sua jornada.

O que dizer desse episódio? Foi lindo, maravilhoso e superou as minhas expectativas, quando eu ouvi a voz dela antes de ver o seu rosto eu já sabia que era a Claire, uma das personagens mais fortes, corajosas, teimosas e especiais que eu já me deparei na literatura. Encantei-me com a atriz Caitriona Balfe, não a conhecia e sinceramente acredito que ela tenha nascido para viver a Claire porque ela não é somente linda, mas é dona de uma expressão facial que faz com que a gente sinta todos os sentimentos que a personagem passa. O ator que faz Frank e o Black Jack Randall (Tobias Menzies), eu já o conhecia das séries Roma e GOT e sempre o achei um ótimo ator. O ator que faz o apaixonante e lindo Jamie Fraser (Sam Heughan) já o havia visto em um filme da sessão da tarde, mas ele está perfeito como o Jamie, juro que fiquei arrepiada quando ouvi a voz dele com aquele sotaque. Amo sotaque escocês e sempre que ouço um cachorro rosnando viro rápido porque acho que estão falando em gaélico.

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Amei o episódio, amei as imagens, a trilha sonora, a abertura foi de arrepiar, teve uma ótima direção e estou bem feliz com a adaptação que estão fazendo de Outlander. Que venham muitos e muitos episódios, afinal considero-me uma Sassenach irremediavelmente apaixonada pelo universo de Outlander e por seus personagens tão complexos e encantadores.

Veja as outras resenhas em Resenhas dos Episódios

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