Outlander – 1×02 – Castle Leoch

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“Não precisa ter medo de mim, nem de ninguém aqui, enquanto eu estiver com você.”

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Claire está de volta ao Castle Leoch, o mesmo castelo que ela havia visitado a poucos dias com o seu marido Frank. E é impressionante como nós às vezes somos atingidos por essa sensação de déjà-vu ao notar que parece que já vivemos aquilo ou estivemos naquele lugar mesmo sem nunca ter colocado os pés lá. No caso de Claire, ela realmente visitara aquele lugar, ou melhor, visitaria, mais ou menos 200 anos no futuro. Quando ela percorre os mesmos corredores do Castle Leoch as lembranças de quando ela andou por ali com Frank vem à tona. Antes o que eram paisagens abandonadas estavam agora cheias de vida e tudo isso só a deixava mais confusa e assustada. Não posso deixar de me encantar com a fotografia e a beleza plástica retratada em Castle Leoch que lembrava em muito uma pintura em movimento, com os campos verdes, o salão de refeições, os seus habitantes cheios de vida e ocupados com suas rotinas diárias e até o desolado alojamento do curandeiro, tudo de uma extrema beleza.

E tudo para Claire, além de confuso é também assustador porque ela precisa tomar cuidado com o que diz e para quem diz, pois já percebemos que ela não sabe segurar muito a sua língua afiada na boca. Nesse cenário de estranhos e perigosos personagens, parece que a única pessoa que ela pode realmente confiar é em Jamie. No episódio anterior, já fomos apresentados a sua beleza, virilidade, coragem e ao seu sotaque maravilhoso, mas neste episódio Jamie mostrou que é um jovem sensível que foi capaz de seguir em frente mesmo tendo sofrido violências físicas e psicológicas. E mais uma vez é nítida a química, a cumplicidade, a confiança, a intimidade e a tensão sexual entre Jamie e Claire. Não há como não emocionar-se com a narrativa dele explicando através de um belo flashback, como tudo aconteceu desde o abuso à sua irmã, o seu espancamento e depois a atrocidade que fez com que ele ficasse com aquelas marcas em suas costas, mas principalmente em sua mente. Jamie sofreu uma terrível tortura nas mãos do Capitão Jack Randall (e mais uma vez Tobias Menzies estava maravilhoso em sua atuação como o odioso e sádico capitão), passou fome, dificuldades e mesmo machucado não perdeu o seu bom humor e a sua honra. Jamie é um herói, pois com certeza qualquer outro em seu lugar teria se revoltado e virado um bandido da época, mas Jamie preferiu viver de forma humilde se escondendo das acusações de um crime que não cometeu. Ou mesmo quando ele se ofereceu para receber o castigo que seria aplicado à Laoghaire, peço desculpas, mas não consigo ser imparcial e essa “coisinha” não me desce, enfim ele foi altruísta porque quando Claire o confronta perguntando por que fez aquilo, Jamie responde que seria vergonhoso para ela ser espancada na frente de todos e que levaria um bom tempo para superar aquilo.

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E a cena em que Claire chora ao lembrar-se de Frank e de como ele deve estar se sentindo com o desaparecimento dela, e Jamie a abraça consolando-a com palavras ternas é tão linda e apaixonante… e fica claro que ali estão os verdadeiros protagonistas de uma história épica de amor. Desde a primeira vez que eu li o livro e assisti a série, eu sempre me identifiquei com a palavra Sassenach, a forasteira ou a estrangeira, talvez por muitas vezes eu me sentir igual à Claire como uma Sassenach e mesmo estando no século XXI e não viajado através das pedras, muitas vezes me senti como uma deslocada no tempo não importando a língua que eu estivesse falando. Porque em muitos momentos na vida sendo na escola, universidade, no trabalho ou na sociedade, eu me sentia um pouco deslocada, às vezes por usar algo que não fosse tão comum a todos ou falar abertamente aquilo o que eu realmente pensava, pois o mundo é conservador e machista sendo em 1743, 1945 ou 2014. E Claire logo percebe a falta de facilidades daquele mundo em que ela foi lançada, como na cena em que a querida senhora Fitzgibbons a veste. Sem calcinhas e sutiã, mas apertada por um espartilho e coberta por uma verdadeira armadura de camadas de tecidos da época. E é realmente impressionante como Claire – leia-se  aqui Caitriona Balfe – fica linda seja no século XVIII ou XX.

Claire é levada para conhecer Colum Mackenzie, o Senhor do Castelo, descobre que está em 1743, identifica que Colum sofria da doença de Toulouse Lautrec que é uma doença degenerativa nos ossos e tecido conjuntivo. Colum a questiona por que ela estava com roupas de baixo na floresta, Claire resolve inventar uma história e diz que ela é uma viúva que estava viajando com o seu servo para a casa de parentes na França, quando foi atacada por bandidos que roubaram os seus pertences, quando estava andando pelo bosque foi atacada pelo Capitão Jack Randall e que durante esse ataque as suas roupas foram retiradas. Colum diz que isso não justifica um estupro e Claire responde: Há, por acaso, algo que justifique um estupro? Amo essa mulher!!! Outlander não é simplesmente a história de um amor perdido ou o despertar de um novo amor. Em Outlander existe muito mais do que isso, Claire é sim uma personagem à frente de seu tempo, independente e em busca de sua felicidade, e ela não hesita nem por um segundo em rebater um comentário machista mesmo que esse comentário parta do Senhor do Castelo.

Colum e Dougal, os irmãos Mackenzie, desconfiam de Claire e acreditam que ela possa ser uma espiã. Oferecem uma hospitalidade vigiada onde ela é seguida por onde quer que vá e a estratégia de Colum parece ser tentar iludir nossa Sassenach com uma falsa liberdade a fim de descobrir a verdade com os seus pequenos erros. Claire combina com Colum de ir embora dentro de cinco dias e aos poucos vai se adaptando com as roupas e costumes desse mundo novo. Cuidando da horta, ela conhece Geillis Duncan, uma entendida em ervas e poções, como as que resolvem os problemas de jovens não satisfeitas com uma gravidez indesejada. No fim do episódio Claire percebe que foi iludida pelos Mackenzie e que agora ela é uma prisioneira, tornou-se a nova curandeira que irá trabalhar no mesmo local que dias antes teve momentos de paixão com o seu Frank, apesar de que no livro Frank não era chegado a aquelas saliências. Ansiosa pelo próximo episódio, pela amizade de Geillis e Claire, muitos e muitos momentos de Claire e Jamie e mais nenhum momento da “coisinha”, por favor!

OUT¹ : Ninguém pode duvidar do amor de Claire para Frank, porque mesmo tocando e sendo abraçada por um Jamie sem camisa, com aquele sotaque e músculos ela ainda queria voltar para o seu marido bondoso e chaaaaaaaato. Maior prova de amor de Claire.

OUT² : Jamie é lindo sempre, mas cuidando dos cavalos, sujinho, de kilt, com aquele sotaque e rosnando como um cachorro… ai, ai meus hormônios… é imbatível!

OUT³ : Murtagh e seu humor ácido: “Se eu soubesse que você queria uma surra, eu teria te dado.” – Como não te amar Murtagh!

Veja as outras resenhas em Resenhas dos Episódios

 

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