Outlander – 2×02 – Not In Scotland Anymore

resenhas

“Eu mal ouvia os fogos de artifício. O que aconteceria quando Jamie descobrisse que ele estava vivo? O seu desejo de vingança atrapalharia nossos planos? Deveria eu contar a ele? E mesmo que eu tentasse esconder… uma hora ele saberia. E então?” – Claire Fraser

 

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Depois do ótimo retorno de Outlander e da carga emocional que senti com Claire (Caitriona Balfe), Jamie (Sam Heughan) e Frank (Tobias Menzies) no episódio anterior, me preparo para o novo episódio e confesso que toda vez que ouço a belíssima música de abertura, quando me dou conta eu estou cantando junto: “Sing me a song of a lass that is gone. Say could that lass be I?”

E qual a primeira cena que vejo? Claire e Jamie fazendo amor e logo penso: com certeza esta é a melhor forma de começar um episódio de Outlander… mas, eis que Claire de repente transforma-se em Black Jack, Jamie o esfaqueia, aparece muito sangue em minha tela e aí percebo que é um dos terríveis pesadelos de Jamie com Black Jack.

Claire tenta acalmá-lo dizendo que ele está morto e Jamie diz que sabe, mas que ele está vivo em sua mente, ou seja, as marcas deixadas por BJR estão muito vivas e profundas ainda entre eles.

Vejo como Claire, Jamie e Murtagh (Duncan Lacroix) estão tentando se adaptar à Paris de 1745 com todas as diferenças existentes entre a Escócia e a França. Claire é uma mulher que viajou através do tempo e consegue se adaptar as mudanças, mas mesmo assim ela parece estar desconfortável com os costumes e com a sua vida nova em Paris. Com funcionários em todos os lugares atendendo a todas as suas necessidades e sendo Claire uma mulher independente e forte que sobrevive fazendo-se indispensável, acredito que deva ser um pouco frustrante essa nova condição.

A Paris mostrada é maravilhosa com cores brilhantes e ensolaradas, com verdes, azuis claros e roxos surpreendentes. A cena em que Claire caminha pelos corredores maravilhosamente vestida ao lado de janelas gigantes é de muito glamour e é impressionante como Claire, leia-se aqui a diva Caitriona Balfe, consegue ser linda em diferentes épocas e lugares.

Para Murtagh, principalmente, essa transição está sendo mais difícil, ele se queixa das pessoas, costumes, cheiros, do país, ou seja, sente falta da sua Escócia. Somos apresentados a novos rostos, como o boticário mestre Raymond, que será um amigo de Claire, o Príncipe Charles Stuart e então percebemos como será difícil para Jamie dissuadi-lo de reconquistar o poder, pois é uma pessoa mimada que faz um discurso sobre ele ser a mão de Deus e o herdeiro legítimo da Escócia. Como o Príncipe Charles Stuart não está “oficialmente” em Paris, pede ajuda a Jamie para encontrar apoio e dinheiro para a sua causa. Ah, e esse encontro aconteceu em um bordel e como eu admiro o sangue frio da Claire.

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Louise de Rohan, a nova amiga de Claire é uma mulher de espírito livre, engraçada, fútil e cheia de vida, também é introduzida a tímida Mary Hawkins, que está com um casamento arranjado com um homem bem mais velho. Claire acha que lembra de ter ouvido falar do nome de Mary, mas não tem certeza de onde. Através de Louise, Claire e Jamie, são convidados para uma festa em Versailles. Nessa noite Jamie descobre o resultado da depilação feita por Claire em sua “honeypot” e quando acho que ele vai desfrutar a suavidade provocada pela depilação, mais uma vez Black Jack Randall volta a assombrar o nosso casal.

Chega a noite do baile, Murtagh está muito elegante, Jamie maravilhoso como sempre e Claire… simplesmente linda, sensual e provocante descendo as escadas com o belíssimo vestido vermelho. Jaime com ciuminho de sua mulher que teme será desejada por outros homens, pede que ela cubra o seu colo com um leque maior.

As cenas do palácio são maravilhosas, os detalhes, as cores, tudo é deslumbrante. Surge Annalise um dos primeiros interesses amorosos de Jamie e mais uma vez Claire aparece madura e com muito sangue frio. O rei aparece com os seus hábitos alimentares e higiênicos, com sua amante nada convencional, e percebemos o olhar de interesse do rei para Claire. Conhecemos também o Ministro das Finanças, que após um encontro atrapalhado torna-se amigo de nosso casal.

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Então, o detestável e perigoso Duque de Sandringham retorna com o seu secretário e Claire conhece Alexander Randall, irmão mais novo de Black Jack que confirma que seu irmão está vivo e o episódio termina com uma Claire atormentada e sem saber o que fazer com essa informação.

Sendo uma admiradora e tendo lido a todos os livros da saga já publicados, optei por ter um olhar diferente para acompanhar a adaptação da saga para a TV e assim consigo ver obras distintas. Continuo fascinada pela série e vejo este episódio como uma forma para mostrar as mudanças e adequações que Jamie, Claire e Murtagh estão enfrentando. O episódio foi bom com momentos de humor quebrando um pouco o grande estrago deixado por Black Jack Randall nas vidas de nosso casal, mas com pouca profundidade nas histórias, foi muito corrido e com muitos personagens novos sendo apresentados. Mas promissor e sendo uma base para o que virá.

OUT¹: Como deixar uma empregada feliz:

– Tudo bem vou me esforçar para ser mais desleixada em meus hábitos pessoais. – Claire

– Oh, madame, oh, nada me faria mais feliz! – A empregada muito feliz.

OUT²: Amando o humor ácido de Murtagh e seus olhares lascivos ao seios alheios. Murtagh: É duro admitir, mas estou com saudade da companhia do Balde de Banha e do Cabeção. (Rupert e Angus respectivamente).

OUT³: Momento surpresa:

Jaime: Claire, o que você fez com você? Sua “honeypot” está sem pelos!… É ruim o suficiente para se livrar de uma “floresta” tão adorável?

O vestido vermelho de Claire, mesmo sendo maravilhoso e a deixando linda, eu o achei curto e consultei uma amiga que é historiadora e que me explicou que para os padrões da época o vestido realmente está curto como também tem o tecido liso e monocromático, sem detalhes como laços, rendas, muitas saias e que o cabelo deveria sempre estar adornado. Mas ela atentou para o fato de Claire ser uma inglesa na corte, portanto, não seguiria tanto o estilo francês e nem tampouco o inglês tendo assim uma licença poética para desfilar entre os dois mundos. E bem sabemos que a nossa Claire é assim, com uma personalidade única. (Obrigada pela consultoria Kelen Chacon, minha amiga querida).

Nota: começamos a publicar resenhas na segunda temporada em nossa página com colaboração da Ethel, confira a dela também:

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