Contos na Colina Fraser: A Lenda do Sol e da Lua

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Essa é uma história independente, baseada nos livros e pode conter personagens ou menção a fatos que você talvez não tenha lido.

Era uma noite quente e depois de se amarem ficaram deitados abraçados olhando para o brilho da lua cheia que entrava pela janela.

Jaime passou com delicadeza o dedo pelo corpo nu de Claire que lembrava em muito a beleza da lua. Ele suspirou e a abraçou com mais força.

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– O que o incomoda? – Claire perguntou virando para olhar diretamente para os olhos azuis dele.

Jaime olhou profundamente para aqueles olhos que lembravam em muito os olhos de um falcão que hipnotizava a sua presa para abatê-la depois. Ele sorriu. Deu de ombros e falou:

– A lua assim como está hoje… fez com que eu lembrasse de uma história que Pássaro Que Canta contou uma noite enquanto bebíamos em volta da fogueira.

– Ela é triste? – Claire perguntou se aconchegando mais em seu ombro para escutar.

– Sim, triste e bonita – ele respondeu beijando a  cabeça dela. Arrumou então o travesseiro  e se sentou para depois abraçá-la e a trazer para mais perto dele.

Claire ficou pacientemente aguardando. Ela sabia que ele amava ouvir histórias e como bom escocês que era, amava mais ainda contá-las. E ela amava ouvir. De forma lenta e com a voz clara ele começou:

“Quando o Sol e a Lua se encontraram pela primeira vez, se apaixonaram perdidamente e a partir daí começaram a viver um grande amor.

Acontece que o mundo ainda não existia e no dia em que a Deusa e o Deus resolveram criá-lo, deram então um toque final… o brilho.

Decidiram também que o Sol iluminaria o dia e que a Lua seria a responsável por iluminar a noite, sendo assim, eles seriam obrigados a viverem separados.

Uma grande tristeza se abateu sobre o Sol e a Lua quando tomaram conhecimento de que nunca mais se encontrariam.

A Lua foi ficando cada vez mais amargurada, mesmo com o brilho que Deus havia lhe dado, ela foi se tornando solitária. O Sol por sua vez havia ganho um título de nobreza – o “ASTRO REI” -, mas isso também não o tornou feliz.

A Deusa então chamou os dois e explicou:

– Vocês não devem ficar tristes, ambos agora já possuem um brilho próprio. Você Lua , iluminará as noites frias, quentes e encantará os apaixonados. Quanto a você Sol , será o mais importante dos astros, iluminará a terra durante o dia, fornecendo calor aos seres vivos.

A Lua ficou triste com o seu terrível destino e chorou dias a fio… já o Sol ao vê-la sofrer tanto decidiu que não poderia se deixar abater, pois teria que ser a fortaleza e ajudá-la a aceitar o que havia sido decidido pela Deusa e pelo Deus. No entanto sua preocupação era tão grande que resolveu fazer um pedido:

– Senhora , ajude a Lua . Ela é mais frágil do que eu e não suportará a solidão!

E a Deusa em sua imensa bondade criou então as estrelas para fazerem companhia a ela.

A Lua sempre que está muito triste recorre as estrelas que fazem de tudo para consolá-la, mas quase sempre não conseguem.

Hoje eles vivem assim…. separados. O Sol finge que é feliz e a Lua não consegue esconder a sua tristeza.

O Sol ainda esquenta uma grande paixão pela Lua . Ela, ainda vive na escuridão da saudade.

Dizem que a ordem da Deusa e de Deus era que a Lua deveria ser sempre cheia e luminosa, mas ela não consegue isso…. porque ela é mulher, e uma mulher tem fases.

Quando está feliz consegue ser cheia, mas quando está infeliz ela é minguante e quando minguante nem sequer é possível ver o seu brilho.

Lua e Sol seguem seu destino, ele solitário, mas forte. Ela acompanhada das estrelas, mas fraca.

Humanos tentam a todo instante conquistá-la, como se isso fosse possível.

Acontece que a Deusa e o Deus decidiram que nenhum amor nesse mundo seria de todo impossível.

Nem mesmo o da Lua e o do Sol … e foi aí então que ele criou o eclipse.

Hoje o Sol e Lua vivem da espera desse instante, desses raros momentos que lhes foram concedidos e que custam tanto a acontecer. Quando você olhar para o céu a partir de agora e ver que o Sol encobriu a Lua é porque ele deitou-se sobre ela e começaram a se amar.

É ao ato desse amor que se deu o nome de eclipse.

O brilho desta paixão é tão grande que é aconselhado não olhar para o céu nesse momento, ou, seus olhos podem cegar de ver tanto amor. ”

Eles ficaram em silêncio por um longo tempo, cada um com o seu pensamento. Jamie passou a mão no rosto de Claire e então percebeu que ela chorava.

– Não é nada… eu só lembrei de quando estávamos separados e me sentia como a Lua. Mesmo acompanhada, me sentia tão sozinha sem você… que era o mesmo que estar sem brilho e fraca.

– Eu também me senti assim… tão solitário e vazio sem você.

– Mas isso já passou – Claire enxugou os olhos e sorriu para ele. – Não foi preciso encontrar uma benção dos deuses… eu voltei para você e voltei por amor.

– Sim, minha Sassenach. Você sempre foi a pessoa mais corajosa que eu já conheci na vida. Você voltou e trouxe a felicidade de volta para a minha vida. E diferente do Sol e da Lua, nós podemos nos amar e ficar juntos.

– Então… me beije e me faça esquecer da solidão daqueles tempos e me aqueça com o seu amor… – Claire sentou em cima de Jaime e começou a beijá-lo. E eles continuaram se amando tendo como cúmplice uma Lua apaixonada e feliz em ver que dois apaixonados  foram mais fortes que o tempo e o destino. Vendo que o amor pode sim vencer a tudo e a todos.

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