O time de Outlander fala sobre a decisão imprudente de Claire ao ajudar um escravo

Por: Andrea Reiher

ALERTA DE SPOILER: Não leia se não tiver assistido “Do No Harm”, o segundo episódio da 4ª. temporada de Outlander.

No segundo episódio da 4ª. temporada de Outlander, os roteiristas receberam a missão de reduzir a estada de Jamie (Sam Heughan) e Claire (Caitriona Balfe) em River Run para apenas um episódio com uma hora de duração. Obviamente, eles abreviaram o período de três meses do livro “Os Tambores do Outono”, mas  também usaram um incidente relativamente sem importância com um dos escravos chamado Rufus (Jerome Holder) que tinha atacado um homem branco na serraria e o transformaram no tema central do episódio para estabelecer a importância da propriedade de Jocasta (Maria Doyle Kennedy) naquele mundo e para explicar porque Jamie e Claire não poderiam ficar naquele lugar.

Na série, Claire tentou salvar a vida de Rufus depois que autoridades brancas do sexo masculino o deixaram pendurado em uma árvore por um gancho para carnes. Bem sucedida,  a princípio, ela conseguiu levá-lo até a casa e tratar alguns dos seus ferimentos mas, por fim,  percebeu que não poderia salvá-lo de verdade, não naquela época nem naquele lugar. Tudo o que conseguiu fazer foi lhe dar um pouco de conforto através de uma morte pacífica antes de entregar seu corpo à turba furiosa que havia se aglomerado do lado de fora da casa de Jocasta.

“Eu acho que ela estava tentando dar o melhor de si em uma situação realmente terrível e ao decidir salvar Rufus e levá-lo para a casa, ela acabou causando um problema ainda maior,” diz Balfe à Variety. “Então, quando viu aquela multidão, ela precisou tomar uma decisão horrível: deveria entregar o jovem rapaz para que eles fizessem o que bem entendessem com seu corpo ou tentar dar a ele um final mais digno?”

Balfe admite que este tipo de cena é “sempre muito difícil,” mas ela acredita que a equipe de produção fez o melhor para lidar com um assunto tão sensível de forma tão delicada.

“Nós tivemos muitas discussões. Nem sempre concordamos com a maneira como a cena deveria ser filmada mas acredito que conseguimos atingir um ponto onde todos sentiram que tudo havia sido feito de uma maneira respeitosa,” ela diz.

Ela também reconhece que uma situação como esta pode ser muito difícil de ser retratada na tela pois, de alguma forma, a história havia sido filtrada pelas lentes do “branco salvador.” Claire estava tão determinada a “não fazer mal a ninguém” que chegou a agir de maneira imprudente,” diz Balfe. Mas ela também ficou feliz por Rufus ter alguma atuação na história.

“Ele tinha que contar sua história. Nós contamos muito da história através da sua perspectiva, a qual considero muito importante para dar voz a esses personagens,” explica Balfe.

Para contar a história com exatidão, o produtor executivo Matthew B. Roberts diz que a equipe de produção consultou muitos historiadores e relatos históricos. “Mas, o fato de que tanto Claire quanto a audiência estão vivenciando momentos cuja perspectiva é de mais de 200 anos no futuro, as atrocidades e a própria instituição escravocrata são ainda mais difíceis de aceitar.”

No fundo, Claire é uma cirurgiã e mãe, e seu instinto inicial e natural é sempre o de ajudar as pessoas que dela necessitam e, para isso, ela sente necessidade de salvar aqueles que puderem ser salvos quando confrontada com realidades desta prática  aterradora,” explica Roberts.

Roberts também disse que eles deram voltas e voltas junto com os roteiristas para determinar por quanto tempo Jamie e Claire deveriam ficar em River Run, acabando por decidir que a estada deveria se restringir a uma visita breve mas bem pessoal para que eles pudessem seguir com a história.

“A questão é, ‘nós podemos viver aqui, poderíamos fazer deste lugar nosso lar com tudo isso ao nosso redor? Com escravidão à nossa volta?’” Disse Roberts. “E Claire está determinada desde o início: eu jamais poderia possuir uma pessoa. E Jamie segue a mesma linha.”

A partir daí, tudo está muito claro e definitivo, Roberts achava que eles não precisariam ficar mais tempo em River Run. Na verdade, ele queria seguir adiante para vê-los começar a construir sua casa na Colina Fraser.

“Nós tentamos deixá-los lá por três meses, mas não iria funcionar na narrativa da TV. Então, decidimos tornar a visita muito pessoal para eles e deixar bem claro que era essencial sair lá.,” ele diz.

Fonte: Variety em 11/11/2018

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