Cena e Livro | 4×03 “Tem você”

Vamos conhecer o texto por trás da cena? Acompanhe o vídeo e leia as versões publicadas e a origina em inglês.

Os Tambores do Outono

Capitulo 13 “UM EXAME DE CONSCIÊNCIA”, Ed. Arqueiro:

“— Tenho mais de quarenta e cinco! Um homem já deveria ter se
estabelecido nessa idade, não? Deveria ter uma casa, terra onde plantar e um
pouco de dinheiro para passar a velhice, pelo menos.
Ele respirou fundo. Vi a parte da frente da camisa subir quando seu peito
inflou.—
Bem, não tenho uma casa. Nem terra. Nem dinheiro. Não tenho nada,
nem uma vaca, nem carneiro, porco ou bode! Não tenho teto, cama nem penico
onde mijar!
Ele bateu o punho no banco, fazendo a madeira vibrar sob meu corpo.
— Não sou nem dono das roupas que estou vestindo!
Fez-se um longo silêncio, interrompido apenas pela canção fraca dos grilos.
— Você tem a mim — falei, com a voz baixa. Não parecia muita coisa.
Ele emitiu um som que podia ser uma risada ou um soluço.
— Sim, tenho — disse ele. A voz estava falhando, mas eu não sabia se era
por emoção ou diversão. — Esse é o problema, não é?
— É?
Jamie ergueu os braços em um gesto de grande impaciência.
— Se eu fosse sozinho, que importaria? Eu poderia viver como Myers. Ir
para a mata, caçar e pescar para viver, e quando ficasse velho, poderia me
deitar embaixo de uma árvore calma e morrer, e deixar as raposas roerem meus
ossos. Quem se importaria?
Ele deu de ombros com irritação, como se a camisa estivesse justa demais.
— Mas não sou só eu — continuou ele. — Tem você, tem Ian, Duncan,
Fergus, Marsali… Meu Deus, tenho até que pensar em Laoghaire!
— Ah, não — eu disse.
— Você não compreende? — perguntou ele, quase desesperado. — Eu daria
o mundo a você, Claire… mas não tenho nada para lhe dar!”

4 - Os Tambore do Outono VU

Capitulo 13 “UM EXAME DE CONSCIÊNCIA”, Ed. Rocco:

— Já tenho mais de quarenta e cinco anos! — ele disse. — Um homem já deveria estar assentado com essa idade, não é mesmo? Devia ter uma casa, um pedaço de terra para plantar seu alimento e um pouco de dinheiro guardado para se manter na velhice, no mínimo. Respirou fundo; eu podia ver a frente branca de sua camisa erguerse com a inchação do peito.
— Bem, eu não tenho casa. Nem terras. Nem dinheiro. Nem uma
chácara, nem um minúsculo terreno, nem uma vaca ou uma ovelha ou
um porco ou uma cabra! Não tenho um teto, nem uma cama, nem um
pinico para mijar!
Bateu o punho cerrado com força no banco do remador, fazendo o assento de madeira vibrar sob mim.
— Não sou dono nem das roupas que visto!
Fez-se um longo silêncio, quebrado apenas pela cantoria estridulante dos grilos.
— Você tem a mim — eu disse, numa voz fraca. Não parecia muita coisa. Ele fez um pequeno som na garganta que tanto poderia ser uma risada quanto um soluço.
— Sim, tenho — ele disse. Sua voz estava ligeiramente trêmula, embora eu não soubesse dizer se de paixão ou divertimento. — Esse é o inferno de tudo, sabe?
-É?
Ele lançou a mão para cima num gesto de extrema impaciência.
— Se fosse apenas eu, que diferença faria? Eu poderia viver como Myers; ir para a floresta, caçar e pescar para sobreviver e, quando ficasse velho demais, deitar-me sob uma bela árvore e morrer, e deixar que as raposas roessem meus ossos. Quem se importaria? Deu de ombros com irritada violência, como se sua camisa estivesse
apertada demais.
— Mas não sou apenas eu — ele disse. — Tem você, Ian, Duncan, Fergus e Marsali. Que Deus me ajude, tenho até que pensar em Laoghaire!
— Oh, pare com isso — eu disse.
— Não compreende? — ele disse, quase com desespero. — Eu colocaria o mundo aos seus pés, Claire, e não tenho nada para lhe dar!

Capítulo 13 “AN EXAMINATION OF CONSCIENCE” (em inglês)

“I am more than five-and-forty!” he said. “A man should be settled at that age, no? He should have a house, and some land to grow his food, and a bit of money put away to see him through his auld age, at the least.”
He took a deep breath; I could see the white bosom of his shirt rise with his swelling chest.
“Well, I dinna have a house. Or land. Or money. Not a croft, not a tattie-plot, not a cow or a sheep or a pig or a goat! I havena got a rooftree or a bedstead, or a pot to piss in!”
He slammed his fist down on the thwart, making the wooden seat vibrate under me.
“I dinna own the clothes I stand up in!”
There was a long silence, broken only by the thin song of crickets.
“You have me,” I said, in a small voice. It didn’t seem a lot.
He made a small sound in his throat that might have been either a laugh or a sob.
“Aye, I have,” he said. His voice was quivering a bit, though whether with passion or amusement, I couldn’t tell. “That’s the hell of it, aye?”
“It is?”
He threw up his hand in a gesture of profound impatience.
“If it was only me, what would it matter? I could live like Myers; go to the woods, hunt and fish for my living, and when I was too old, lie down under a peaceful tree and die, and let the foxes gnaw my bones. Who would care?”
He shrugged his shoulders with irritable violence, as though his shirt was too tight.
“But it’s not only me,” he said. “It’s you, and it’s Ian and it’s Duncan and it’s Fergus and it’s Marsali —God help me, there’s even Laoghaire to think of!”
“Oh, let’s don’t,” I said.
“Do ye not understand?” he said, in near desperation. “I would lay the world at your feet, Claire— and I have nothing to give ye!”

 

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