Daily Line: Nosso próprio teto

POSSUI SPOILER DO LIVRO 9 | Leia outros em Trechos da Diana

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Demorou um mês no lugar de duas semanas, mas quando chegou a época para as uvas amadurecerem, Jamie, Roger e Bree, com uma cerimônia duvidosa e muita risada por parte da audiência, prenderam uma grande lona branca manchada (recuperada e costurada com pedaços da vela mestra danificada de um saveiro da Marinha Real que estava sendo reequipado em Wilmington no momento em que Fergus passeava ao longo do cais) na estrutura da cozinha da casa nova.

Nós tínhamos uma cobertura. Nossa própria cobertura.

Eu fiquei de pé embaixo dela, olhando para cima, por um bom tempo. Simplesmente sorrindo.

As pessoas ficavam entrando e saindo, transportando coisas do galpão, subindo coisas da cabana dos Higginses, tirando coisas da springhouse (n.t. um barracão construído em área fresca do terreno, normalmente perto de um rio, para manter legumes e frutas frescos), trazendo outras das prateleiras da casa grande de toras de madeira, descendo pelo jardim. Tudo isso me fez lembrar, de repente e sem aviso, de um acampamento em uma expedição com meu tio Lamb: a mesma confusão de objetos desordenados, a mesma energia positiva, uma mistura de cooperação e alegria, expectativa de comida e descanso.

Jamie trouxe o armário e o deslizou delicadamente pelo chão de pinho, para não marcar ou danificar as tábuas.

“Esforço inútil,” ele disse sorrindo enquanto olhava para mim. “Uma semana e será como se tivéssemos conduzido uma manada de porcos aqui dentro. Do que está rindo? A ideia te diverte?”

“A ideia, não, mas você, sim,” eu disse, e ele riu. Jamie se aproximou e passou um braço ao redor do meu corpo e nós dois olhamos para cima.

A lona exibia um branco brilhante e o sol da manhã iluminava suas bordas. A cobertura levantou um pouco, rangendo com a brisa; múltiplas manchas de água salgada, sujeira e o que poderia ser sangue de peixe ou mesmo de homens criavam sombras que se refletiam no chão ao redor dos nossos pés, a visão de uma nova vida.

“Veja,” ele sussurrou no meu ouvido, e tocou minha bochecha com o queixo, direcionando meu olhar.

Fanny estava do outro lado da sala, olhando para cima. Ela estava perdida na luz branca, alheia ao gato Adso, que se esfregava nos seus tornozelos na esperança de obter alguma comida. Ela estava sorrindo.

Fonte: Diana Gabaldon
Data de publicação: 20/02/2019

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