Um pedaço da Escócia no Novo Mundo: Cèilidh, festival e muito mais


Revendendo o episódio “The False Bride”, percebi que é um dos episódios mais escoceses da quarta temporada, e a culpa nem é de todo de Jamie Fraser, ou é?

O terceiro episódio nos mostra Jamie e Claire buscando por um novo lar, enquanto conhecemos um pouco mais do relacionamento (ou não) entre Brianna e Roger nos tempos atuais (deles) e ainda na America.

Uma das primeiras coisas que pontuei nesse episódio além, é claro, de já conhecermos o lado músico do Roger, foi o presente que ele dá a Fiona em sua qualidade de estar em sua casa nova. Ele presenteia à ela e ao esposo com champagne, para brinde, e sal. Como todo bom escocês da época, superstições e ações místicas rodeiam nossos personagens. A pureza do sal grosso, acredita-se ser boa para a purificação espiritual do ambiente e para sua harmonização, resguardando e protegendo a casa neste início de jornada. Essas comemorações mais “modernas” (já que estamos falando de 1970, para nós não chega a ser tão moderno assim) de inauguração de uma casa nova, caso estejam ligadas às tradicionais do Hogmanay (Ano Novo Escocês), são como festas de aniversário. Festas tradicionais de inauguração de uma casa nova são dadas para os homens e mulheres igualmente e não só para mulheres, como muitas dessas festas são aqui no Brasil. A maioria desses presentes são feitos à mão, de preferência, no sentido de garantir muito sucesso e riqueza no próximo ano.

Ainda nesse encontro com Fiona, Roger faz o seguinte brinde: “Deixe o telhado acima de nós nunca caia e deixe aqueles abaixo não caírem” que é um brinde irlandês para casamentos.


Seguindo no episódio, encontramos o Festival Escocês na América, justamente na localização onde mais tarde teremos nossa Fraser Ridge (falaremos disso mais tarde). E teríamos muito a pontuar aqui nessa festa, como as brincadeiras e comidas citadas. Brianna cita os kilt falados pela mãe e, lá na frente, o tartan. Símbolo dos clãs escoceses, os tartans começaram a ser usados no século XVIII, em um padrão quadriculado de estampas composto de linhas diferentes e cores variadas. Ainda no festival, Brianna é apresentada a uma Cèilidh, que ali entendemos como uma dança de uma música folclórica gaélica, mas esse na verdade é o termo que se usa para uma reunião social escocesa ou irlandesa tradicional. A cèilidh na música pode ser fornecida por uma variedade de instrumentos, incluindo violino, flauta, estanho apito, acordeão, bodhrán e dulcimer martelado. Essa dança te lembra mais algum momento icônico do cinema? Deixarei aqui embaixo uma dica pra vocês.

Ainda falando em dança, pegaram a referência do nosso querido Murtagh no festival?

Ainda no festival, vemos Roger cantar no palco dos Highland Games uma música chamada “Uma vez eu amei uma moça”. Que pertencente ao folclore das Ilhas Britânicas, e fala de um amor não correspondido, que pode ser uma alusão ao título do episódio ou mesmo a ele e a Bree. A cerimônia da chamada dos clãs ou “clan call”, onde cada clã traz uma tocha para anunciar que está presente nos jogos e queimar o cervo, costumava ser usado para chamar os clãs para a batalha.

Sobre a atual localização, Asheville é uma cidade montanhosa localizada a poucas horas de carro dos aeroportos internacionais de Charlotte e Atlanta, com um cenário vibrante e a vista direto para das Montanhas Blue Ridge. Em 1956, a Carolina do Norte recebeu os primeiros Jogos das Terras Altas, o Grandfather Mountain, perto de Linville, que é o pico mais alto na escarpa oriental das Montanhas Blue Ridge, uma das principais cadeias das montanhas dos Apalaches. Sua primeira edição foi realizada em 19 de agosto de 1956, coincidindo com a data do desembarque de Bonnie Prince, com suas tradições únicas dos Appalaches com música e artesanato que cresceram desde os primeiros colonizadores escoceses e irlandeses.

Esse episódio é um dos meus preferidos nessa 4º temporada. E embora que tenhamos nele um Jamie e Claire Fraser mais maduros, em nada perdemos a essência da nossa tão amada Escócia. Além do que, é nesse episódio que conhecemos nossa casa por pelo menos as próximas temporadas.

Até a próxima!


2 comentários sobre “Um pedaço da Escócia no Novo Mundo: Cèilidh, festival e muito mais

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