Assistindo Outlander: sozinho ou acompanhado?

Se você é fanático(a) por Outlander (a ponto de estar lendo esse texto), com certeza você já assistiu alguns episódios do show em questão mais de uma vez. O que pode ser um problema se você compartilha seu tempo na frente da telinha com outras pessoas. Eu fico só imaginando um cônjuge, namorado (a) ou amigo dizendo, “você quer ver Outlander de novo?” Então o que geralmente acontece é que assistimos Outlander sozinhos(as). A não ser que seja uma nova temporada. Ou que tenhamos convertido mais alguém para a nossa “seita” das Sassenachs obcecadas.

Um bom exemplo é a história de como eu comecei a assistir Outlander. (Música emocional tocando ao fundo). O ano era 2015, o mês era outubro, e meu marido baixou o show e começou a assistir o primeiro episódio no computador dele. Ele estava do meu lado. Eu peguei o bonde andando, cerca de uns 10 minutos do primeiro episódio já passados. Quando a Claire viajou pelas pedras, morri de dó do Frank. Comecei a torcer pelo casal. Quando o Jamie apareceu, eu nem pisquei os olhos. Bonito? Bonito, mas ela era casada com o Frank e eu jamais torceria por um adultério. Quando o primeiro episódio acabou, olhei pro marido e disse: “eu quero ver mais”. Acho que assistimos uns 5 episódios aquele dia. Eu preciso explicar algo a meu respeito: eu tenho algumas tendências obssessivas. Eu sou extremamente exagerada, dependendo do assunto, da comida, do livro ou da série. Graças a Deus, eu nunca usei drogas, e eu também não bebo. Não sei o que seria de mim se eu algum dia tivesse provado algum vício.

Independente disso, se a série for boa, eu assisto um episódio atrás do outro até meus olhos não aguentarem mais ficar abertos. Na maioria das vezes, é o marido que dá um basta. “Chega, Ivana, vamos dormir”. Quando ele disse isso depois dos 5 episódios de Outlander, ele foi dormir e eu fui pra internet. Sim, eu li TUDO que havia a respeito de Outlander na grande teia mundial (yep, traduzi world wide web). Eu li o resumo de todos os 8 livros na Wikipédia. Doida, eu sei, mas estava muito muito ansiosa pra ver mais episódios. Eu fiz as pazes com a ideia da Claire trocar o Frank pelo Jamie depois do sétimo episódio.

Terminamos a primeira temporada em cerca de mais 2 ou 3 dias. Nem me lembro. Só sei que fiquei deprimida porque não havia mais. Quando a segunda temporada estreiou, em 2016, o marido começou assistindo comigo, mas lá pelo 6 episódio ele perdeu totalmente o interesse. Eu não conhecia absolutamente ninguém mais que assistisse a série, então vi o restante dos episódios e sofri sozinha. Até encontrar minhas amigas do Apaixonados por Outlander e Outlander Livros e Série Brasil.

Eu assisti o último episódio da segunda temporada sozinha, chorando como uma alucinada e, como se não bastasse, assisti uma segunda vez logo em seguida. E chorei de novo. Não se admire se eu disser que voltei a assitir esse episódio (um dos meus favoritos) ainda mais algumas vezes. A menina de 16 anos que leu “O morro dos ventos uivantes” em uma noite durante as férias de verão não mudou muito. Obssessiva, eu não disse? Quem precisa dormir aos 16 anos? Muito melhor ficar até as 5 da manhã lendo a trágica história do Heathcliff.

Toda essa lenga-lenga até agora é pra compartitlhar com vocês a dificuldade de assistir Outlander quando há outras pessoas em volta. Seria maravilhoso se todos nós, sassenachs e highlanders, pudéssemos sentar juntos num grande salão e assistir os próximos episódios juntos, mas Outlander ainda não tem o alcance que GoT, por exemplo, desfruta no Brasil. Várias pessoas comentaram numa postagem que eu fiz no AO a respeito disso. A grande maioria assiste Outlander sozinha. Algumas meninas comentaram dos maridos/namorados não assistirem juntos, mas sempre aparecerem na sala/quarto bem na hora H, quando o Jamie e a Claire estão dando um show de soft porn na tela. Alguns desses maridos/namorados até provocam dizendo que as meninas estão assistindo “sem-vergonhice”.

Como adoramos Outlander, muitas vezes acabamos pregando o evangelho de Jamie Fraser para membros da família. A intensidade com que falamos da épica história de amor entre uma enfermeira dos anos 40 e um highlander do século 18 é digna de evangelismo de porta a porta (eu posso afirmar, porque eu tambem sou crente). Os Testemunhas de Jeová (falo com todo o respeito) ainda ganham das sassenachs fanáticas, mas não levaria muito para acabarmos saindo de porta a porta perguntando pras pessoas se elas já ouviram falar do Jamie e da Claire. Eu juro que não estou tentando comparar o cristianismo com Outlander, porém não posso negar que somos meio fanáticas. “Você já assistiu Outlander? Mulher, é bom demais. Sim, tem um pouco de violência mas a história é linda. Você gosta de história? É ficção histórica. É baseado nos livros da Diana Gabaldon. Menina, já são 8 livros publicados. Sim, há 7 deles traduzidos pro português. São bons demais também. Ah, a Escócia! Um dia ainda vou visitar. Mulher, tu tem que assistir.”

Uma das nossas sassenachs falou tão bem da série, que convenceu os pais dela a assistirem também. Estava tudo muito bem até eles alcançarem a terceira temporada, que estava para estreiar. A sassenach já tinha assistido a primeira e a segunda, então quando os pais dela viram as 2 temporadas também, eles poderiam todos verem a terceira temporada juntos. O problema, claro, é que a terceira temporada tem o reencontro do Jamie e a Claire, lembram? Um episódio de 75 minutos de muita, mas muita quentura. Primeiro toda a parte emocional, seguida de uns 20 minutos da parte sequissual. Agora imagine você, sentada do lado do pai e da mãe, vendo a Claire dizer “faça-o agora, e não seja gentil”. (Eu mesma morri de vergonha alheia umas 10 vezes enquanto a Ana Luiza contava isso pra gente). Assistir o episódio do reencontro do lado do seu pai???

Uma outra sassenach resumiu bem o sentimento de ver certas cenas da série, “eu assisto sozinha. De porta fechada.” É difícil estabelecer qual nível de conforto você teria ao assistir certos episódios de Outlander acompanhado desta ou daquela pessoa. Eu percebi que alguns maridos/namorados/companheiros não ligam muito pro romantismo de Outlander, e perdem o interesse na série. Eu até argumentei com alguém que Outlander trazia ação e aventura, com toda a questão da revolução jacobita, mas só porque a série traz uma história de amor tão bonita, muitos “alguéns” fazem cara feia. A gente não pode negar o preconceito que existe contra o romance, e o estereótipo de que é “coisa de mulher”. A maioria quase absoluta da audiência da série é feminina, e não me admira que tantas sassenachs tenham comentado sobre seus maridos meio que “debocharem” delas porque Outlander tem ora romance, ora “safadeza”. Coloco safadeza entre aspas porque, ao menos ao meu ver, as cenas íntimas de J&C, além de geralmente serem fieis à descrição do livro, não são desnecessárias. Elas contribuem para o avanço do enredo.

Uma outra sassenach, amiga nossa, disse que a irmã dela assistiu Outlander escondido, sabendo que nossa amiga sassenach adoraria conversar a respeito da série. Ela escondeu porque não queria ser “questionada” a respeito de Outlander. Talvez para o resto dos outros mortais, assistir Outlander ao nosso lado seja difícil principalmente por causa da nossa profunda obsessão com a série. A pessoa não iria poder dar um piu, ou pausar pra ir ao banheiro, ou fazer barulho bebendo água. Eu comparo esse vício nosso um pouco com o que os comentaristas de futebol fazem após cada jogo. Eles dissecam a partida, analisando cada jogada, revendo passes de diferentes ângulos. Eles passam horas falando disso. Eu nunca entendi como tantas pessoas poderiam passar tanto tempo falando de um único jogo de futebol. Até Outlander. Em inglês, a gente diria “pot, meet the kettle”, ou seja, “panela, conheça a chaleira” (6 por meia dúzia, sujo falando do mal lavado e assim.por diante). Com Outlander, eu entendo bem como pode haver assunto interminável sobre um episódio de 50 e poucos minutos.

Se eu tivesse que escolher entre assistir Outlander sozinha ou acompanhada, acho que ainda seria sozinha, para não perder nenhum detalhe. Cada temporada traz algum fator dramático diferenciado. Inevitavelmente, eu vou chorar durante algum episódio, e chorar na frente de outras pessoas não é exatamente agradável. As cenas calientes podem muito bem ser aproveitadas pelos casais, (desde que os nossos queridos não debochem da gente), e com certeza absoluta, não devem ser assistidas ao lado dos pais, ou tios, ou até irmãos. Pensa só na vergonha!!!

E você, já passou por alguma situação engraçada ou desagradável ao assistir Outlander ao lado de alguém? Já tentou convencer os outros a darem uma chance pra série? Conte pra gente nos comentários.

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