Fanfic – Histórias da Colina Fraser – Cap. 23: Cara ou coroa

FANFIC | Cap. 22

– Roger… Roger?

Roger abriu os olhos e sentiu que tudo rodava. A sua cabeça doía muito, assim como todo o seu corpo. Ele sentia um gosto de ferro na boca, cuspiu e viu que era sangue. O que diabos havia acontecido com ele?

– Roger… você está bem?

Roger ouviu mais uma vez o chamado aflito do seu nome. Ele segurou a cabeça com as duas mãos, pois ela continuava rodando muito e depois de alguns minutos conseguiu focar e enxergar um rapaz magro e de grandes olhos castanhos que aflito, o chamava sem parar. Ele conhecia aquele rapaz, pensou mais um pouco e lembrou.

– Ian… é você? – Ele conseguiu falar.

– Por Santa Brígida! – O Jovem Ian falou aliviado. – Eu fiquei muito preocupado com você, Roger!

– O que aconteceu?

– Você não lembra? – Ian colocou nas mãos de Roger uma caneca de lata amassada e suja que parecia conter água. Roger segurou e olhou com nojo para a caneca, mas a sua boca estava seca e ele precisava com urgência beber algo. – Beba, é água e foi o Nathanael quem trouxe para nós – Ian falou sorrindo e mostrando um jovem negro que estava parado olhando para eles.

Roger tomou a água de um só gole e se sentiu um pouco melhor. Ele devolveu a caneca e tentou se sentar. Olhou com calma ao redor e não conseguiu identificar onde estava. Tudo era escuro. Ele conseguia ver que havia várias caixas espalhadas e também percebeu mais vultos. Havia mais pessoas naquele lugar.

– O que aconteceu e onde estamos, Ian?

– Lembra que saímos com Tio Jamie para entregar a carga de bebidas lá no cais? – Roger mesmo sentido dor balançou devagar a sua cabeça afirmativamente. – E Tio Jamie pediu para ficarmos longe e com os cavalos, porque assim estaríamos protegidos? – Ian viu a mudança no rosto de Roger passar da confusão para a compreensão.

– Malditos piratas filhos de uma puta! – Roger falou com raiva.

– Fale baixo Roger – Ian olhou nervoso para cima como se esperasse que de repente alguém surgisse de lá. – Sim… os piratas. Eles surgiram de repente e levaram tudo o que tínhamos, inclusive o dinheiro que eu levava do último pagamento que Madame Jeanne fez para o Tio Jamie – Ian olhou para Roger com vergonha. – Desculpe Roger… eu sei que você falou para que eu não reagisse e desse tudo para eles, mas…

– Você os enfrentou e por pouco não teve a sua garganta cortada por uma faca – Roger falou ao lembrar do Jovem Ian partindo para cima dos quatros homens de mãos vazias e sendo rendido e depois tendo uma faca em seu pescoço. Roger não teve muito tempo para pensar, quando viu já estava dando socos e pontapés nos homens. Ele conseguiu livrar Ian do pirata, mas foi seguro por dois dos companheiros do pirata e a última coisa que ele se lembrava era da gargalhada do homem alto e loiro de olhos verdes que o acertava na cara e em seu estômago.

– Desculpe… Roger, eu coloquei tudo a perder – Ian falou muito envergonhado e sem conseguir olhar nos olhos de Roger

Roger olhou para o Jovem Ian e viu apenas um garotinho assustado e que parecia carregar toda a culpa do mundo.

– Tudo bem Ian – Roger deu um tapinha na mão do rapaz para encorajá-lo. – Não foi a sua culpa, eles é que são os bandidos e não nós.

– Ah, então o meu novo saco de pancadas já acordou? – Roger ouviu a voz que tinha um sotaque estranho e que ele não conseguia identificar. – Sejam todos bem-vindos aos meus domínios – segurando um lampião e acompanhado de mais cinco homens que estavam fortemente armados, o desagradável loiro alto que o havia espancado antes, estava parado e ria de forma desagradável para ele. – Eu sou o capitão desse navio. De agora em diante, vocês não tem mais nome ou vida, vocês são peças de saques e eu decido o que fazer com cada um de vocês. Só falem quando eu quiser e vão trabalhar pela comida, água e por suas vidas. Meu nome é Stephen Bonnet.

Bonnet olhou para todos que estavam ali e viu uma mulher e uma jovem que abraçadas choravam em um canto. Ele mediu as duas como se avaliasse um produto e parecendo gostar do que via, falou:

– John leve as duas para a minha cabine e as prepare para quando eu voltar. Elas vão me entreter e quem sabe depois eu não as venda por um bom preço para o primeiro bordel que eu encontrar – Bonnet falou de forma desagradável enquanto segurava e tirava um dos seios da mulher para fora do decote.

– Não! – Um homem aparentando ter no máximo 40 anos entrou na frente das duas mulheres protegendo elas com o seu corpo. – Elas são a minha esposa e filha… tenha misericórida de nós, senhor! Eu tenho parentes que podem pagar o nosso resgate – ele falou desesperado.

Bonnet olhou para a roupa do homem e das mulheres, e, depois de fazer uma breve avaliação, sorriu e abraçou o homem trazendo para o centro do ambiente onde estava mais iluminado.

– Qual o seu nome meu bom senhor? – Bonnet perguntou com simpatia.

– Wallace Campbell – o homem respondeu aliviado e sorrindo para a esposa e filha.

– Bem, Wallace, hoje eu estou especialmente caridoso e resolvi aliviá-lo do sofrimento – tudo foi muito rápido, Bonnet agilmente cortou a garganta do homem e o deixou caído no chão se esvaindo de sangue até que morresse em poucos minutos. As mulheres gritaram desesperadas e Bonnet fez sinal para as levassem embora dali. – Depois pegou um lenço sujo em seu bolso e limpou a faca calmamente. – Entendam que em meu navio só existe uma única regra, eu sou o capitão e não quero ser questionado. Aqui eu sou Deus e vocês me pertecem!

Bonnet riu ao ver que o espetáculo que fizera havia surtido o resultado que ele esperava, ele então virou e olhou para Roger que estava sentado em um canto. 

– Ah… e o meu novo saco de pancadas tem nome? – Ele perguntou com ironia.

 Roger Mackenzie – Roger respondeu olhando nos olhos de Bonnet com raiva.

– Sr. Mackenzie, o senhor não tem medo e eu gosto disso. Como eu havia falado para o Sr. Campbell, hoje eu estou especialmente caridoso e darei a chance do senhor viver – Bonnet colocou a mão em seu bolso e tirou uma moeda. – Cara e você vive. Coroa e você vai fazer companhia ao Sr. Campbell e virar o almoço dos tubarões.

Bonnet jogou a moeda e esperou ela cair na mão dele. Olhou e deu uma grande gargalhada, depois se encaminhou para saída, mas parou para olhar para Roger e dizer:

– Realmente Sr. Mackenzie, hoje é um dia atípico. Eu estou benevolente e o senhor com muita sorte. Aproveite porque a bondade e a sorte não costumam visitar meu navio. Homens joguem esse corpo ao mar.

– Roger… o que faremos? – O Jovem Ian perguntou desesperado. – Será que Tio Jamie vem nos salvar? Mas ele não consegue ficar em um barco! A Tia Claire vai inventar algo para que ele consiga nos encontrar. Ela é uma fada e eu sei que ela vai conseguir… Ah, meu Deus e minha mãe… e seu eu nunca mais ver Faith? – O Jovem Ian falou desesperado e chorando como o menino que era.

– Ian… nós daremos um jeito. Não se desespere e precisamos ser mais espertos que corajosos. Vamos aprender a jogar o jogo deles e sobreviver até o seu tio chegar – Roger abraçou Ian o consolando e pensando desesperado que também queria muito chorar. Pensando que talvez nunca mais voltasse a encontrar Brianna… ele pensou em seu pai que nunca desistia e sempre orava nessas situações, e então começou a orar sem parar.

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Semanas depois dentro do navio Glorianna.

Claire olhava para o horizonte preocupada com o estado de Jamie que não parava de vomitar e mesmo ela fazendo todos os chás que conhecia, o estado dele só piorava.

– Honorável Esposa?

– Ah…  Sr. Willoughby, o que posso fazer pelo senhor?

– Honorável Esposa, eu tenho o remédio para curar Tsei-mi – o Sr. Willoughby abriu uma caixinha e mostrou algumas agulhas douradas para Claire. – Na China nós usamos a acupuntura para tratar de vários males. Preciso que Honorável Esposa me ajude a colocar as agulhas em Tsei-mi, Eu mostrei as agulhas, mas ele me jogou o jarro de água em mim.

– Não se preocupe, Sr. Willoughby , Jamie vai fazer o tratamento e se ele falar qualquer coisa, eu mesma o calarei tacando esse jarro na cabeça dura dele.

Claire olhou mais uma vez para o horizonte e terminou a oração que fazia, pedindo que o Jovem Ian e Roger aguentassem firmes até que eles os encontrassem e os trouxessem são e salvos.

FANFIC | Cap. 24

Aviso Legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e personagens fictícios; e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. História sem fins lucrativos feita apenas de fã para fã, sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

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