Livro vs Série – 2×13 – Dragonfly in Amber

E chegamos ao fim de mais uma temporada de Outlander. O episódio Drogonfly in Amber surpreendeu muita gente trazendo de cara uma passagem de tempo de 20 anos, mas o livro faz o mesmo com a gente. Esse foi um episódio estendido, com quase 1h30 de duração, então nada mais justo que um livro vs série estendido para acompanhar concordam? Para isso vamos dividir a nossa análise em duas partes, passado (1745) e presente da série (1968).

O time da série no passado é pouco adiantado, uma vez que começamos a história na manhã da Batalha de Culloden. No livro, a maior parte dos acontecimentos se dá no dia anterior. A primeira diferença que podemos apontar é a ideia de matar o príncipe Charles. Na série nosso casal é surpreendido por Dougal enquanto ainda tramam o que devem fazer, e acontece o que acontece. No livro, eles já tinham decidido não seguir o plano do envenenamento quando Dougal aparece, mas após ouvir as palavras, ele parte para cima nossa enfermeira, decidido a matá-la. Quando Jamie toma partido da esposa, o tio o enfrenta e acaba morrendo. Ah! Na série Rupert aparece no final, porém no livro o tenente de Dougal já havia morrido, e quem aparece é Willie, que aqui continuou normalmente na história (na série o ator saiu).

Confira o trecho da conversa do nosso casal e do momento que são surpreendidos por Dougal:

— Há um único modo — disse. — Apenas um.
A cabeça de Jamie continuou afundada entre as mãos. Fora uma longa viagem e o choque das notícias de Alec havia acrescentado depressão ao seu cansaço. Havíamos nos desviado para encontrarmos seus homens, ou a maior parte deles, um bando maltrapilho, desgraçado, indistinguíveis dos esqueléticos Fraser de Lovat que os rodeavam. A entrevista com Charles foi muito além da última gota.
— Sim? — disse ele.
Hesitei, mas eu tinha que falar. A possibilidade tinha que ser mencionada; quer ele — ou eu — pudéssemos executá-la ou não.
— É Charles Stuart — disse, finalmente. — É ele… tudo. A batalha, a guerra… tudo depende dele, não vê?
— Sim? — Jamie olhava para mim agora, os olhos vermelhos curiosos.
— Se ele estivesse morto… — murmurei finalmente.
Os olhos de Jamie cerraram-se e os últimos vestígios de sangue drenaram de seu rosto.
— Se ele morresse… agora. Hoje. Ou esta noite. Jamie, sem Charles, não há nada pelo qual lutar. Ninguém para ordenar que os homens marchem para Culloden. Não haveria batalha.
Os longos músculos de sua garganta ondularam brevemente quando ele engoliu em seco. Ele abriu os olhos e fitou-me, horrorizado. […]
— Eu poderia fazê-lo — disse. Meu coração batia com tanta força que eu mal conseguia respirar. — Eu poderia lhe preparar uma poção. Acho que conseguiria persuadi-lo a bebê-la.
— E se ele morresse depois de tomar seu remédio? Santo Deus, Claire! Eles a matariam ali mesmo.
Enfiei minhas mãos sob os braços cruzados, tentando aquecê-las.
— I-isso importa? — perguntei, procurando desesperadamente estabilizar minha voz. A verdade é que importava, sim. Neste momento, minha própria vida pesava bem mais na balança do que as centenas que eu pudesse salvar. Cerrei os punhos, tremendo de pavor, um camundongo nas mandíbulas da armadilha.
Jamie surgiu ao meu lado no mesmo instante. Minhas pernas não me obedeciam; ele praticamente me carregou para o banco quebrado e se sentou comigo, os braços envolvendome com força.
— Você tem a coragem de um leão, mo duinne — murmurou ele no meu ouvido. — De um urso, de um lobo! Mas sabe que eu não vou deixar você fazer isso.
Os tremores abrandaram-se, embora eu ainda sentisse frio e náuseas com a gravidade daquilo que eu estava propondo. […]
Seu rosto estava pálido, imóvel, enquanto ele pensava, mas as mãos entrelaçadas sobre o joelho crispavam-se com força, evidenciando a luta que ele travava. Os dedos aleijados e os sãos contorciam-se, enlaçados. Sentei-me ao lado dele, mal ousando respirar, aguardando sua decisão.
Finalmente, exalou o ar dos pulmões com um suspiro quase inaudível e voltou-se para mim, com um olhar de indescritível tristeza.
— Não posso — sussurrou ele. Sua mão tocou meu rosto de leve, envolvendo minha face.
— Quisera Deus que eu pudesse, Sassenach. Não posso fazer isso.
A onda de alívio que me inundou deixou-me sem fala, mas ele viu o que eu sentia e segurou minhas mãos entre as suas.
— Ah, Deus, Jamie, ainda bem, fico feliz com isso! — sussurrei.
Ele abaixou a cabeça sobre minhas mãos. Virei o rosto para colocar minha face contra seus cabelos, e congelei.
Na soleira da porta, observando-me com um olhar de absoluta repugnância, estava Dougal MacKenzie.
[…]
— Afaste-se, rapaz. Vou livrá-lo da vagabunda sassenach.
Jamie deu um passo adiante e colocou-se à minha frente, momentaneamente bloqueando minha visão de Dougal.
— Você está cansado, Dougal — disse ele, falando baixo e devagar, procurando acalmálo.
— Cansado e ouvindo coisas. Desça agora. Eu vou…
Não teve chance de terminar. Dougal não o ouvia; os olhos verdes e fundos estavam fixos em meu rosto, e o chefe dos MacKenzie sacara a adaga da bainha em sua cintura.
— Vou cortar sua garganta — disse-me ele num sussurro. — Eu devia ter feito isso desde a primeira vez que a vi. Teria poupado muito sofrimento a todos nós.
Eu não tinha certeza se ele não estava certo, mas isso não significava que eu tivesse a intenção de deixar que ele remediasse a questão. Dei três passos rápidos para trás e esbarrei na mesa.
— Para trás, Dougal! — Jamie atirou-se à minha frente, o braço erguido como um escudo quando Dougal avançou para mim.
O chefe dos MacKenzie balançou a cabeça, como um touro, os olhos vermelhos fixos em mim.
— Ela é minha — disse ele com voz rouca. — Bruxa. Traidora. Saia do caminho, rapaz. Não quero feri-lo, mas, juro por Deus, se proteger essa mulher, eu o matarei também, filho adotivo ou não.
Ele empurrou Jamie, agarrando meu braço. Apesar de exausto, faminto e mais velho como estava, ele ainda era um homem colossal e seus dedos penetraram fundo em minha carne.
Dei um grito de dor e chutei-o freneticamente quando ele me puxou para si com um safanão. Ele agarrou-me pelos cabelos e forçou minha cabeça para trás violentamente. Eu sentia seu hálito quente e acre em meu rosto. Gritei e o ataquei, enfiando as unhas em seu rosto num esforço para me libertar.
O ar explodiu dos seus pulmões quando o punho de Jamie golpeou-o nas costelas e a mão que agarrava meus cabelos soltou-se quando o outro punho de Jamie desceu num soco sobre seu ombro, deixando-o dormente. Inesperadamente livre, caí para trás, contra a mesa, gemendo de choque e de dor.
Dougal virou-se para encarar Jamie, agachando-se na posição de luta, brandindo a adaga, a lâmina apontando para cima.
— Que assim seja, então — disse ele, respirando pesadamente. Oscilou um pouco de um lado a outro, deslocando o peso do corpo, procurando uma posição vantajosa. — O sangue não mente. Fraser desgraçado. A traição corre em suas veias. Venha, cria de raposa. Vou matá-lo rápido, em consideração a sua mãe.

Outra pequena adaptação, Jamie pede que Murtagh reúna os homens de Lallybroch e os encaminhe pra casa. No livro, essa é uma missão que o próprio Jamie guarda para si, uma questão de honra. Ele pede apenas que seu padrinho reúna seus homens, que o próprio Jamie irá ao seu encontro mais tarde. Isso é importante, pois afeta a história de Claire no futuro. Confira:

Jamie umedeceu os lábios secos, então, virou-se, decidido, para Murtagh.
— E você, mo caraidh, preciso que reúna os homens.
As sobrancelhas delineadas de Murtagh se ergueram, mas ele simplesmente assentiu.
— Sim — disse ele —, e quando terei de fazer isso?
Jamie olhou para mim, depois se voltou para seu padrinho.
— Já devem estar na charneca agora, eu acho, com o Jovem Simon. Reúna-os em um único lugar. Vou deixar minha mulher a salvo e depois… — Hesitou, em seguida deu de ombros. — Eu o encontrarei. Espere por mim.
Murtagh assentiu mais uma vez e virou-se para ir embora.
[…]
— Não sou precisamente uma pessoa que possa passar despercebida, sabe disso — disse ele, tentando fazer um gracejo, enquanto corria a mão pela mechas ruivas de seus cabelos. — Jamie, o Ruivo, não iria longe, eu acho. Mas você… — Tocou minha boca, traçando o contorno dos meus lábios. — Eu posso salvá-la, Claire, e o farei. Isso é o mais importante de tudo. Mas depois devo voltar… pelos meus homens.
— Os homens de Lallybroch? Mas como?
Jamie franziu o cenho, distraidamente tocando o punho de sua espada enquanto pensava.
— Acho que consigo tirá-los de lá. Estará a maior confusão na charneca, com homens e cavalos indo e vindo de um lado a outro, ordens sendo gritadas e contrariadas; as batalhas são algo muito confuso. E mesmo que já saibam a essa altura o que eu… o que eu fiz — continuou ele, com um tremor momentâneo na voz —, ninguém me deteria então, com os ingleses à vista e a batalha prestes a começar. Sim, eu posso fazer isso — disse.
Sua voz se firmara e seus punhos cerraram-se junto às laterais do corpo com determinação.
— Eles me seguirão sem questionar… que Deus os ajude, foi isso que os trouxe até aqui! Murtagh deverá tê-los reunido para mim; eu os conduzirei para fora do campo de batalha. Se alguém tentar me impedir, devo dizer que reclamo o direito de liderar meus próprios homens na luta; nem mesmo o Jovem Simon me negará isso.

Por fim, adaptação mais marcante do episódio: a despedida de Jamie e Claire. Na série, tivemos lindas palavras trocadas, uma cena breve de amor e o adeus. No livro, nosso casal tem uma última noite juntos, numa velha cabana na base Craigh na Dun. Na manhã seguinte, eles deixam uma marca um no outro, uma lembrança em forma de cicatriz, um J e um C. Depois disso, eles se despendem, com Jamie despistando soldados ingleses, enquanto Claire foge para as pedras. Na série esse momento das pedras foi mais fofo, mas no conjunto da obra, o livro é lindo e intenso.

Confira esse toda a despedida do nosso amado casal:

Ele foi vagaroso e cuidadoso; eu também. Cada toque, cada momento precisava ser desfrutado, guardado na lembrança — apreciado como um talismã contra um futuro sem ele.
Toquei cada cavidade macia, os lugares ocultos de seu corpo. Senti a graciosidade e a força de cada curva de seus ossos, o deslumbramento de seus músculos firmemente entrelaçados, delgados e flexíveis pela largura de seus ombros, lisos e sólidos pela extensão de suas costas, rígidos como carvalho envelhecido nas colunas de suas coxas.
Provei o suor salgado na cavidade de sua garganta, senti o cheiro almiscarado e quente dos pelos entre suas pernas, a doçura da boca larga e macia, com um leve sabor de maçã seca e o gosto acre dos frutos do zimbro.
— Você é tão linda, meu amor — sussurrou ele para mim, tocando a maciez escorregadia entre minhas pernas, a pele fina e macia da parte interna de minhas coxas.
Sua cabeça era somente uma mancha escura e indistinta contra a mancha branca dos meus seios. Os buracos no telhado admitiam apenas uma leve claridade do céu carregado; o ronco distante de uma trovoada de primavera murmurava constantemente nas colinas além de nossas frágeis paredes. Ele estava rígido, tão rijo de desejo que o toque de minha mão o fez gemer de uma necessidade próxima à dor.
Quando ele já não podia mais esperar, possuiu-me, uma faca em sua bainha, e nos movemos juntos, com força, pressionando, desejando, ansiando por aquele momento de união derradeira, e temendo alcançá-lo, por saber que depois dele só restaria a separação eterna.
Ele me levou repetidas vezes ao êxtase, contendo-se, parando, arfando e estremecendo. Até que finalmente eu toquei seu rosto, enfiei os dedos em seus cabelos, apertei-o com força e arqueei minhas costas e quadris de baixo dele, forçando, incitando.
— Agora — disse-lhe num sussurro. — Agora. Venha comigo, venha para mim, agora. Agora!
Ele rendeu-se a mim e eu a ele, o desespero tomando conta da paixão, de modo que o eco de nossos gritos parecia extinguir-se lentamente, ressoando na escuridão da fria cabana de pedras.
Permanecemos abraçados, imóveis, seu corpo um peso abençoado, um escudo e um consolo. Um corpo tão sólido, tão cheio de vida e calor; como era possível que ele deixasse de existir dentro de poucas horas? […]
— Durma um pouco agora, mo duinne — murmurou ele. — Eu quero dormir mais uma vez assim… abraçando você, abraçando o bebê.
[…]
— Jamie — disse. Minha voz estava rouca de sono e lágrimas reprimidas. — Jamie. Quero que você deixe uma marca em mim.
— O quê? — disse ele, espantado.
A pequena sgian dhu que ele carregava na meia estava à mão, o cabo de chifre de veado esculpido contra a pilha de roupas. Peguei-a e a entreguei a ele.
— Corte-me — disse com premência. — Bastante fundo para deixar uma cicatriz. Quero
levar a marca do seu toque no meu corpo, ter alguma coisa sua que ficará para sempre comigo. Não tem importância se doer; nada pode doer mais do que deixá-lo. Ao menos, quando eu tocá-la, onde quer que eu esteja, poderei sentir seu toque em mim.
Sua mão cobriu a minha sobre o punho da faca. Após um instante, ele apertou-a e assentiu. Hesitou por um instante, a lâmina afiada na mão, e eu ofereci-lhe a mão direita. Estava quente sob nossas cobertas, mas sua respiração vinha em delicados fios encaracolados de vapor, visíveis no ar frio da cabana.
Ele virou a palma de minha mão para cima, examinando-a cuidadosamente, depois a levou aos lábios. Um beijo terno no centro da palma e, em seguida, ele prendeu a base do meu polegar numa mordida forte. Ao soltá-lo, ele cortou a carne dormente com destreza. Não senti mais do que uma leve sensação de ardência, mas o sangue brotou imediatamente. Ele levou minha mão rapidamente à boca outra vez, mantendo-a ali até o fluxo de sangue diminuir. Amarrou o corte, agora queimando, cuidadosamente com um lenço, mas não antes de eu ver que o corte tinha o formato de um pequeno e ligeiramente torto “J”.
Ergui os olhos e vi que ele oferecia a pequena faca para mim. Peguei-a e, com certa hesitação, peguei também a mão que ele me estendia.
Ele fechou os olhos rapidamente e cerrou os lábios, mas deixou escapar um pequeno grunhido de dor quando pressionei a ponta da faca na parte mais carnosa da base de seu polegar. O Monte de Vênus, dissera-me uma adivinha que lia as linhas da mão; indicador de paixão e amor.
Somente quando terminei o pequeno corte semicircular é que percebi que ele me dera a mão esquerda.
— Eu deveria ter pegado a outra mão — disse. — O punho de sua espada pressionará o corte.
Ele sorriu debilmente.
— Eu não poderia pedir mais do que sentir seu toque em mim em minha última luta, onde quer que ela ocorra.
Desenrolando o lenço manchado de sangue, pressionei o corte em minha mão firmemente sobre o dele, nossos dedos entrelaçados com força. O sangue era morno e escorregadio, ainda não pegajoso em nossas mãos.
— Sangue do meu sangue… — murmurei.
— … e carne da minha carne — respondeu ele baixinho. Nenhum de nós dois conseguiu terminar o voto, “até o fim de nossas vidas”, mas as palavras não pronunciadas pairaram dolorosamente entre nós. Por fim, ele deu um sorriso enviesado.
— Além. Muito além disso — disse ele com firmeza, puxando-me para si mais uma vez.
[…]

— Por ali! — disse ele. — São ingleses! Claire, vá!
Corri para a abertura na parede, o coração na boca, enquanto ele voltava para a porta, a mão na espada. Parei, por um instante, para vê-lo pela última vez. Ele virou a cabeça, avistou-me, e repentinamente estava a meu lado, empurrando-me com força contra a parede numa agonia de desespero. Agarrou-me com toda força. Eu podia sentir sua ereção pressionando meu ventre e o punho de sua adaga machucando minha costela.
Ele falou com voz rouca em meus cabelos:
— Mais uma vez. Eu preciso! Mas rápido!
Prendeu-me contra a parede, eu arregacei minhas saias enquanto ele erguia seu kilt. Não se tratava de fazer amor; ele possuiu-me rápida e impetuosamente e tudo terminou em segundos. As vozes estavam mais próximas; a apenas uns cem metros.
Ele beijou-me mais uma vez, com força suficiente para deixar o gosto de sangue em minha boca.
— Dê-lhe o nome de Brian — disse ele —, por meu pai.
Com um empurrão, conduziu-me para a abertura na parede. Enquanto corria para ela, virei-me e o vi de pé na soleira da porta, a espada parcialmente sacada, a adaga pronta na mão direita.
Os ingleses, sem saber que a cabana estava ocupada, não pensaram em enviar um batedor pelos fundos. A encosta atrás da cabana estava deserta quando corri por ela e entrei no bosque de carvalhos abaixo do topo da colina. […]
Parei na borda do círculo de pedras, olhando para baixo, tentando desesperadamente ver o que estava acontecendo. Quantos soldados haviam chegado à cabana? Jamie conseguiria livrar-se deles e alcançar seu cavalo manco lá embaixo? Sem ele, jamais chegaria a Culloden a tempo.
Imediatamente, os galhos abaixo de mim abriram-se com um lampejo vermelho. Um soldado inglês. Virei-me, corri, arquejante, pela grama do círculo e atirei-me pela fenda na rocha.

Bem, aqui nós encerramos a análise do passado. Gostou? Clica na página 2 vamos viajar no tempo para segunda parte da nossa análise.


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