Fanfic – Histórias da Colina Fraser – Cap. 29: A Caçada

FANFIC |Cap. 28

– Maldição! – O imediato e agora capitão Byrnes, que após a trágica morte do capitão Reiner e de mais quatro tripulantes incluindo infelizmente o teimoso cozinheiro irlandês que não conseguiram sobreviver a uma violenta diarreia. Mesmo com Claire cuidando deles com afinco nas condições precárias que havia no navio,  ela não conseguiu que eles se recuperassem.

Claire diagnosticou como uma severa contaminação pela bactéria vibrio choleraee que proliferava na péssima qualidade da água que bebiam como também nas infectas condições das latrinas. Assim que o primeiro homem adoeceu, Claire juntamente com Faith e Brianna, o deix
ou de quarentena e assim procedeu com os seguintes. Fez com que FergusRoger e Ian, mesmo que a contragosto, lavassem as latrinas e todo o convés do navio. Depois encarregou Jamie para encontrar todo o álcool disponível no navio para que servisse de desinfetante. Marsali ficou encarregada de ferver a água que todos beberiam no navio. Ela percebia o olhar de incompreensão de MarsaliFergusIan e  até mesmo de Jamie – apesar dela explicar cansativamente a existência dos pequenos seres que eram desvastadores ao homem -, mas mesmo sem compreender  simplesmente eles faziam o que ela pedia e assim eles conseguiram vencer a epidemia de cólera.

Eles enrolaram os corpos em lençóis, fizeram uma oração e os jogaram ao mar. Não podiam ficar com corpos em decomposição no navio e muito menos parar para fazer um sepultamento digno. Afinal, o navio pirata já os seguia há exatos cinco dias.

– Ele continua em nosso encalço, Byrnes? – Jamie perguntou preocupado.

– Sim senhor, o maldito pirata filho de uma p… – Byrnes parou a frase ao notar Claire parada ao lado de Jamie. – Desculpe-me Sra. Fraser, mas o maldito pirata conseguiu encontrar o nosso rastro mais uma vez.

– O que faremos agora? – Era Ian que perguntava aflito.

– Se Bonnet chegar mais perto – Roger falou abraçando Brianna com força. – Ele só sossegará  conseguir nos afundar.

– E ele quase conseguiu isso – Brianna falou assustada.

No segundo dia desde que avistaram o navio pirata os perseguindo, houve um momento em que a distância  entre os dois barcos ficou menor e então, o navio pirata mirou e atirou neles. Um grande jato de água se elevou junto à proa, mais ou menos a 30 metros de distância. Por sorte, Byrnes estava no leme e habilmente conseguiu sair do ataque. Desde então a viagem deles se resumia a uma caçada de gato e rato.

– Prima, eu e Roger vimos do que ele é capaz de fazer tanto com os homens quanto com as mulheres… e eu até prefiro virar comida de peixe do que…

– Basta, Ian! – Jamie falou baixo, mas de forma firme. E não deixando espaço para nenhuma contestação. – Ninguém aqui vai virar comida de peixe e nem aquele maldito pirata vai nos alcançar – Jamie segurou a mão de Claire e ela assustada constatou que a mão dele que sempre estava quente, agora estava tão fria e suada como a dela. Ele também temia pelo pior. – Byrnes entre em mar aberto e comece a navegar em zig zag, não vamos facilitar para o maldito filho da puta!

– Jamie… o Sr. Byrnes sabe realmente para aonde estamos indo? – Ela falou baixinho para que nem Byrnes ou os outros  a ouvissem.

– Sinceramente, Sassenach – ele a olhou nos olhos e sorriu para depois beijá-la na testa. – Eu não sei para aonde vamos, mas só sei que não quero que esse Bonnet nos alcance e aconteça o pior.

– Oh, meu Deus! – Claire falou apertando o braço dele com força e olhando com desespero para suas filhas.

– Reze, Sassenach – ele falou a abraçando. – Eu estou em oração desde que aquele navio com o seu maldito capitão  apareceu… reze e eu sei que  tudo ficará bem.

De repente o tempo mudou e a tarde virou noite, mas mesmo assim o navio pirata era visível a olho nu e não desistia da sua perseguição. A tempestade caiu de uma vez. Primeiro Claire desceu com os jovens para a cozinha que era maior e conseguia abrigar a todos. Mas o navio balançava muito e tudo caía em cima deles. Panelas, caldeirões, facas e alguns dos  mantimentos. Claire não se sentia segura ali embaixo e só de imaginar que se o navio afundasse, eles com certeza não conseguiriam sair de lá… fazia com que as suas entranhas se revirassem. Mas o que ela mais sentia era estar longe de  Jamie que ficara com os homens em cima.

Eles subiram e viram com horror que tudo estava escuro, que o mar estava tão violento que parecia que  o navio era feito de papel e havia caído dentro de uma tina de lavar roupas com crianças batendo por fora dela com pedaços de paus.  Jamie perguntou o que eles faziam ali, mas  Claire não conseguiu responder por causa do barulho ensurdecedor da tempestade, então o abraçou e mostrou a família deles. Foi então que ele compreendeu que acontecesse o que tivesse de acontecer, ela não nunca mais iria se  separar dele novamente.

Não havia o que ser feito. Jamie falou com Byrnes e eles amarram o leme, depois pegaram uma corda e se amarram nos mastros do navio.

A chuva castigava o rosto de Claire com força, ela sentia Jamie perto dela e de um lado Faith com Ian, do outro lado Brianna com Roger e terminando a corrente Fergus e Marsali. A família amarrada e unida enfrentando juntos a terrível tormenta.

– Pai nosso que estais nos Céus… – Jamie começou em voz alta segurando com força a mão de Claire.

– Santificado seja o vosso Nome… – Claire continuou sorrindo e chorando ao mesmo tempo para ele e segurando com mais força a mão dele.

Uma onda enorme atingiu o navio e Claire quase sentiu que havia chegado enfim o momento, do fim, mas ela sentiu a mão de Jamie apertando a dela e ao olhar para ele viu que ele com horror mostrava o navio pirata. A embarcação pirata não tivera a mesma sorte que a deles. Ondas mais fortes atingiram o navio pirata  e o mastro parecia estranhamente torto, então, o navio começou a girar e eles viram quando homens foram jogados ao mar. Gritos horripilantes anunciavam que a morte chegara aos piratas e um frio congelante atingia a espinha deles ao mesmo tempo que eles agradecidos rezavam por ainda estarem de pé.

– Venha a nós o vosso Reino… 

Mais ondas atingiram o navio pirata e o mastro se partiu de uma vez. Gritos e corpos sendo jogados ao mar. Todos estavam aterrorizados com o que viam, mas continuavam a rezar.

– Seja feita a vossa vontade assim na terra como no Céu…

Finalmente o navio pirata afundou. As ondas castigaram e o levaram com Stephen Bonnet e todos os tripulantes para o fundo do mar. Claire estava branca de terror.  Ela olhou para Jamie e viu o mesmo terror no rosto dele. A tempestade continuava a açoitar eles e o navio. E a  única certeza que eles tinham é que estavam juntos e precisavam orar.

– O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do Mal. Amém.

Claire orou não só por ela, mas por Jamie, suas filhas, sua família e todos que estavam naquele navio, como  também por todos aqueles que  perderam a vida e estavam agora no fundo do mar. A tempestade durou a noite toda. As ondas castigavam sem parar o navio. Alguns mastros se quebraram. Eles ouviram durante a escuridão gritos e o barulho de algo caindo no mar. Quem poderia ter caído no mar? Eles se olhavam aterrorizados, mas não tinham coragem de desarramar as cordas e assim ficaram amarrados  durante toda a noite.

Claire não lembrava em qual momento havia dormido, ou  de quanto tempo havia dormido, mas ela dormiu amarrada naquele mastro debaixo de toda aquela tormenta e cercada de todo aquele barulho. Acordou quando o barulho ensurdecedor parou. Ela abriu os  olhos e viu que tudo estava calmo. A tempestade havia passado de repente e  de uma vez. 

O navio estava muito avariado. Com mastros quebrados, velas perdidas e o casco furado. Precisavam chegar com urgência em terra firme antes que o navio afundasse. Com tristeza constataram que o Sr. Byrnes e mais três tripulantes caíram no mar durante a terrível  tempestade e tiveram suas vidas ceifadas.

Com Jamie e Roger navegando o que sobrou do leme, eles conseguiram ver terra. Um grande pedaço de terra. Inglaterra, Escócia ou França? Quem saberia.

Com dificuldade eles chegaram até próximo da praia, mas o navio estava muito avariado e começou a afundar. Jogaram algumas caixas no mar para salvar o máximo que conseguiam da carga. Nadaram com dificuldade e chegaram até à praia.

Estavam cansados, queimados pelo sol e machucados, mas vivos.

– Que terra será essa, Sassenach?

– Não sei, Jamie – ela respondeu sem fôlego depois de nadar com esforço com o vestido de amplas saias contra as  ondas bravas.

– Tio Jamie, veja – Ian apontava para pessoas que chegavam para socorrê-los.

– Vocês estão bem? – Um homem bem vestido, careca de bigode perguntava surpreso para Jamie. – Sou o Sr. Mctavish, proprietário dessas terras. Vimos quando o seu navio chegou até a praia e logo partimos para oferecer ajuda. A tempestade que caiu ontem foi a pior que eu já vi nesses 15 anos desde que estamos aqui. É um milagre vocês terem sobrevivido!

– E onde é aqui, meu senhor? – Jamie perguntou.

– Georgia, meu senhor  – ele respondeu para um confuso Jamie.

– Jamie, estamos na América! – Claire falou emocionada para Jamie.

Jamie segurou com força a mão de Claire e também falou emocionado.

– Muito prazer, Sr. Mctavish – ele falou ficando de pé. – Me chamo James Fraser, e, esta é a minha esposa Claire Fraser – disse ajudando Claire a ficar de pé e depois apontando para Faith, Brianna, Ian, Fergus, Roger Marsali, falou: e a minha família.

FANFIC | Cap. 30

Aviso Legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e personagens fictícios; e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. História sem fins lucrativos feita apenas de fã para fã, sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Saga Outlander

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