Livro vs Série – 3×08 – First Wife

Oitavo episódio, um capítulo chocante para muitas Sassenachs. O título já era sugestivo, “First Wife”, em português “Primeira Esposa”, já dava a entender que havia outra esposa. O que as pessoas não esperavam era quem seria. Foi um choque geral, vocês devem se lembrar das reações das meninas page na época. O que muitos podem se perguntar é: isso aconteceu nos livros? Sim. Houve algumas adaptações, mas essência foi a mesma.

Uma das principais diferenças que ocorre no episódio diz respeito a partida de Claire, que é impedida por Laoghaire, que acaba atirando em Jamie. No livro, nossa viajante chega a partir, após uma fria despedida de Jenny, ela não reencontra Jamie após toda a briga que ocorreu. A médica retorna pois o Jovem Ian, preocupado com tio após o tiro, vai em busca de Claire, afirmando que Jamie está prestes a morrer.

Confira alguns trechos sobre o ocorrido:

Depois de estar vestida e calçada, os cabelos penteados e presos, virei-me para ela.
— Quero ir embora — disse. — Agora.
Ela não argumentou, apenas me olhou de cima a baixo, para ver se eu já estava em condições de partir. Balançou a cabeça, as pestanas negras cobrindo os olhos puxados tão parecidos com os do irmão.
— Acho que é melhor — disse ela serenamente.
A manhã já chegava ao fim quando parti de Lallybroch pelo que eu sabia seria a última vez. Levava uma adaga na cintura, por proteção, embora fosse improvável que precisasse utilizá-la. Os alforjes do meu cavalo estavam carregados de alimento e garrafas de cerveja; o suficiente para me levar até o círculo de pedras. Pensei em retomar as fotos de Brianna do casaco de Jamie, mas após um instante de hesitação, resolvi deixá-las. Ela pertencia a ele para sempre, ainda que eu não.
Era um dia frio de outono, a promessa cinzenta da manhã cumprida com uma garoa triste. Não havia ninguém à vista perto da casa quando Jenny trouxe o cavalo da estrebaria e segurou os arreios enquanto eu montava.
Puxei o capuz do meu manto mais para a frente e fiz um sinal com a cabeça para ela. Na última vez, havíamos nos separado com lágrimas e abraços, como irmãs. Ela soltou as rédeas e recuou um passo, enquanto eu virava a cabeça do cavalo em direção à estrada.
— Vá com Deus! — ouvi-a dizer atrás de mim. Não respondi nem olhei para trás.
[…]
Afundada como estava em pensamentos infelizes, não ouvi os passos até o som estar bem perto de mim. Assustada com o estalido de um galho próximo, saltei do tronco caído como um faisão alçando voo e girei nos calcanhares para encarar o atacante, o coração na boca e a adaga na mão.
— Santo Deus! — Meu tocaiador recuou da lâmina em riste, obviamente tão assustado quanto eu.
— O que você está fazendo aqui? — perguntei. Pressionei a minha mão livre no peito. Meu coração batia como um tambor e eu sabia que estava tão lívida quanto ele.
— Nossa, tia Claire! Onde aprendeu a sacar uma faca desse jeito? Você me deu um grande susto. — O Jovem Ian passou a mão pela testa, o pomo de adão subindo e descendo conforme ele engolia em seco.
— Você também — afirmei. Tentei recolocar a adaga na bainha, mas minha mão tremia demais e não consegui. Com os joelhos bambos, desabei novamente sobre o tronco de álamo e coloquei a adaga sobre a coxa. — Repito — disse, tentando recuperar o autocontrole —, o que você está fazendo aqui? — Eu tinha uma boa ideia do que ele estava fazendo ali e não estava disposta a ouvi-lo. Por outro lado, precisava de um momento para me recompor do susto antes de poder ficar de pé outra vez.
[…]
O Jovem Ian suspirou.
— Bem, no exato momento em que tio Jamie estava partindo em seu cavalo, tia… hã… quero dizer, a mu… — Ele corou violentamente. — Laoghaire. Ela… ela havia descido a colina e entrava no pátio.
Nesse ponto, desisti de fingir indiferença.
— E o que aconteceu, então?
Ele franziu a testa.
— Houve um terrível bate-boca, mas não pude ouvir muita coisa. Tia… quero dizer, Laoghaire, ela não parece saber brigar adequadamente, como mamãe e tio Jamie. Ela só choraminga e se lamenta. Mamãe diz que ela é chorona — acrescentou ele.
— Mmmhummm — eu disse. — E depois?
Laoghaire descera de seu próprio cavalo, agarrara Jamie pela perna e praticamente arrastou-o de cima de seu cavalo também, segundo o Jovem Ian. Então, desmoronara numa poça no pátio, agarrando Jamie pelos joelhos, lamuriando-se e choramingando como de costume.
Incapaz de desvencilhar-se, Jamie finalmente puxou Laoghaire, colocando-a de pé, atirou-a em cima do ombro e carregou-a para dentro da casa e escada acima, ignorando os olhares fascinados de sua família e criados.
— Certo — disse. Percebi que eu estivera cerrando o maxilar e conscientemente relaxei-o. — Então ele o mandou atrás de mim porque estava ocupado demais com sua mulher. Canalha! Que audácia! Ele pensa que pode simplesmente mandar alguém me buscar de volta, como uma vadia, porque não é conveniente para ele vir pessoalmente? Ele quer ter todas as vantagens, hein? Arrogante, egoísta, déspota! Maldito… escocês! — Distraída como eu estava pela imagem de Jamie carregando Laoghaire escada acima, “escocês” foi o pior epíteto que me ocorreu no momento.
Os nós dos meus dedos estavam brancos onde minha mão agarrava a borda da sela. Sem me preocupar mais com sutilezas, inclinei-me, agarrando as rédeas e puxando-as.
— Solte!
— Mas, tia Claire, não é isso!
— Como não é isso? — Surpreendida pelo seu tom de desespero, ergui os olhos. Seu rosto estreito e comprido estava consternado com a angustiada necessidade de me fazer compreender.
— Tio Jamie não ficou lá para cuidar de Laoghaire!
— Então, por que ele o enviou?
Ele respirou fundo, retomando o controle de minhas rédeas.
— Ela atirou nele. Ele me mandou ao seu encontro porque ele está morrendo.
— Se você estiver mentindo para mim, Ian Murray — disse, pela duodécima vez —, vai se arrepender pelo resto da vida, que será bem curta!

Outro contexto adaptado diz respeito e receptividade à figura de Claire, com ninguém a reconhecendo, apenas o jovem Ian se demonstrando caloroso e a chamando de tia. No livro é bem diferente. Primeiro, quando chegam a Lallybroch a casa está vazia, pois os filhos e netos estavam na casa do jovem Jamie devido a seu filho recém-nascido (sim ele mora em outra casa). Janet está presente, volta preocupada com o irmão caçula (Ian), e quando se desculpa com Claire por ter avisado Laoghaire, a chama de tia. O resto da família aparece para visitar Jamie quando este já está se recuperando do tiro, após algumas injeções de penicilina. A principal diferença aqui é o carinho demonstrado pelo jovem Jamie, que reconhece a tia, e a receptividade das crianças em geral. Veja bem, não estou dizendo que foi perfeito, houve estranheza e desconfiança, mas essa foi amenizada por outros momentos.

Confira os trechos, primeiro com Janet, depois da reunião familiar:

— Você está… bem, tia? — perguntou ela, hesitante, colocando a bandeja sobre a mesa.
— Estou bem — assegurei-lhe, sentando ereta na cama e estendendo a mão para a garrafa de uísque. […]
Janet mordeu o lábio, torcendo as mãos no avental. De repente, ergueu os olhos para mim.
— Tia… eu lamento muito! — Seus olhos eram meigos e castanhos, como os do pai, mas agora rasos d’água.
— Tudo bem — disse, sem saber a que ela se referia, mas tentando tranquilizá-la.
— Mas fui eu! — exclamou ela. Parecia extremamente infeliz, mas determinada a confessar. — Eu… eu contei a Laoghaire que você estava aqui. Foi por isso que ela veio.
— Ah. — Bem, isso explicava essa parte, pensei. Terminei o uísque e depositei o copo com cuidado de volta na bandeja.
— Não pensei… quero dizer, eu não pretendia causar confusão, acredite. Eu não sabia que você… que ela…
— Tudo bem — repeti. — Uma de nós iria descobrir mais cedo ou mais tarde. —
Não fazia diferença, mas olhei-a com certa curiosidade. — Mas por que você contou a ela?
A jovem olhou com extrema cautela por cima do ombro, ouvindo passos no começo da escada. Inclinou-se para perto de mim.
— Mamãe me mandou contar — sussurrou ela.
[…]
— Aí está ela! — exclamou Jamie com satisfação à minha entrada e todos na sala viraram-se para me olhar, com expressões que variavam da saudação amável ao assombro boquiaberto. — Lembra-se do Jovem Jamie? — perguntou o Jamie mais velho, indicando com a cabeça o jovem alto, de cabelos negros e cacheados, ombros largos e uma trouxinha contorcendo-se nos seus braços.
— Lembro-me dos cachos — eu disse, sorrindo. — O resto mudou um pouco.
O Jovem Jamie exibiu um largo sorriso para mim.
— Lembro-me bem de você, tia — disse ele, com uma voz grave e espessa como uma cerveja envelhecida. — Você me sentava nos joelhos e brincava de Dez Porquinhos com os meus dedos dos pés.
— Não é possível — eu disse, erguendo os olhos para ele com espanto. Embora parecesse verdade que a aparência das pessoas na verdade não mudava acentuadamente entre os vinte e quarenta anos, elas com certeza mudavam entre quatro e vinte e quatro.
— Talvez possa tentar com o pequeno Benjamin aqui — sugeriu o Jovem Jamie com um sorriso. — Talvez pegue o jeito outra vez. — Inclinou-se e com todo o cuidado colocou a trouxinha nos meus braços.
Um rosto muito redondo ergueu os olhos para mim com aquele ar estonteado tão comum em bebês. Benjamin pareceu ligeiramente confuso ao me ver repentinamente no lugar de seu pai, mas não fez objeção. Em vez disso, abriu bem a boquinha rosada, enfiou a mãozinha fechada dentro dela e começou a mordê-la com grande concentração.
Um garotinho louro em calças de tecido rústico apoiou-se nos joelhos de Jamie, fitando-me admirado.
— Quem é ela, Nunkie? — perguntou ele num sussurro bastante audível.
— É a sua tia-avó, Claire — disse Jamie, com ar sério. — Já ouviu falar dela, não?
— Ah, sim — disse o menino, balançando a cabeça freneticamente. — Ela é tão velha quanto a vovó?
— Mais velha ainda — disse Jamie, com ar solene, também balançando a cabeça. O garoto olhou-me boquiaberto por um instante, depois se virou novamente para Jamie, o rosto contorcido numa expressão de zombaria.
— Ah, essa não, tio! Ela não parece nem um pouco mais velha do que a vovó! Ela quase nem tem cabelo branco!
— Obrigada, menino! — eu disse, com um amplo sorriso.
— Tem certeza de que é nossa tia-avó Claire? — continuou o menino, olhando-me com desconfiança. — Mamãe diz que a tia-avó Claire talvez fosse uma bruxa, mas ela não se parece com uma bruxa. Não vejo nem uma verruga no nariz dela!
— Obrigada — repeti, um pouco mais secamente. — E qual é o seu nome?
Mostrou-se inesperadamente tímido quando me dirigi diretamente a ele e enterrou a cabeça na manga de Jamie, recusando-se a falar.
— Este é Angus Walter Edwin Murray Carmichael — respondeu Jamie por ele, despenteando os sedosos cabelos louros. — O filho mais velho de Maggie e mais conhecido como Wally. […]
Nesse ponto, Benjamin soltou um pequeno guincho e começou a escavar a frente do meu vestido. O Jovem Jamie e suas irmãs pareciam ter desaparecido e, depois que balançar e dar pancadinhas de leve provaram não adiantar, saí da sala à procura da mãe de Benjamin, deixando a história em andamento atrás de mim.
Encontrei a senhora em questão na cozinha, em meio a um enorme grupo de mulheres e moças e, depois de entregar-lhe Benjamin, passei algum tempo em apresentações, cumprimentos e no tipo de ritual com que as mulheres avaliam umas às outras, abertamente ou não.
As mulheres foram todas muito amáveis; evidentemente, todas sabiam ou haviam sido informadas de quem eu era, porque embora me apresentassem de uma em uma, não houve nenhuma surpresa visível com o retorno da primeira mulher de Jamie — quer dos mortos ou da França, dependendo do que haviam lhes contado.
Ainda assim, havia uma tendência subjacente muito estranha passando pelo agrupamento. Elas escrupulosamente evitaram me fazer perguntas; em outro lugar, isso poderia ser apenas uma questão de cortesia, mas não nas Terras Altas, onde era comum extrair a história da vida de qualquer estranho no decorrer de uma visita casual.
E embora me tratassem com grande gentileza e amabilidade, havia pequenos olhares de soslaio, trocas de olhares significativos às minhas costas e cochichos esporádicos em gaélico.

Por fim, temos o tesouro, na busca do qual jovem Ian foi capturado. A diferença na história é que, na série, Jamie só menciona o tesouro para sua família naquele momento. No livro, ele enviou as informações sobre seu achado ainda na prisão, de forma codificada. A família Murray foi usufruindo de pequenas partes do tesouro, seja para ajudar nas terras, ou outros em dificuldade, desde então.

Confira:

— Bem, parece que só há uma saída, não é? — Ian olhou de Jenny para o cunhado e de novo para sua mulher. Após um curto silêncio, Jamie balançou a cabeça.
— Creio que sim — disse ele, hesitante. Olhou para a janela, onde a chuva açoitava a vidraça em listras diagonais. — Mas é uma época do ano terrível para isso.
Ian encolheu os ombros e sentou-se mais na ponta de sua cadeira.
— A estação da primavera começa dentro de uma semana.
Jamie franziu o cenho, parecendo preocupado.
— Sim, é verdade, mas…
— Ninguém tem mais direito a ele do que você, Jamie — disse Ian. Estendeu a mão e apertou o braço bom de seu amigo, sorrindo. — Era destinado aos partidários do príncipe Charles, não é? E você era um deles, quer quisesse ou não.
Jamie esboçou um sorriso desolado.
— Sim, imagino que seja verdade. — Suspirou. — De qualquer modo, é a única solução que vejo. — Olhou de Ian para Jenny e novamente para o cunhado, evidentemente debatendo consigo mesmo se deveria acrescentar algo. Sua irmã o conhecia ainda melhor do que eu. Ela ergueu a cabeça do trabalho e olhou-o incisivamente.
— O que é, Jamie? — disse ela.
Ele respirou fundo.
— Quero levar o Jovem Ian comigo — disse ele.
— Não — disse ela, imediatamente. A agulha parara, enfiada no meio de um brilhante botão vermelho cor de sangue contra o vestido infantil branco.
— Ele já tem idade suficiente, Jenny — disse Jamie serenamente.
— Não, não tem! — objetou ela. — Ele nem fez quinze anos. Michael e Jamie tinham ambos pelo menos dezesseis e eram mais fortes.
— Sim, mas o pequeno Ian nada melhor do que qualquer um dos seus irmãos — disse Ian sensatamente, a testa franzida em pensamentos. — Terá que ser um dos rapazes, de qualquer forma — ressaltou ele para Jenny. Com um gesto da cabeça, indicou Jamie, que segurava o braço na tipoia. — Jamie certamente não poderá nadar, em sua atual condição. Quanto a isso, nem Claire — acrescentou, com um sorriso para mim.
— Nadar? — disse, confusa. — Nadar para onde?
Ian pareceu desconcertado por um instante; em seguida, olhou para Jamie, as sobrancelhas arqueadas.
— Ah. Você não lhe contou?
Jamie sacudiu a cabeça.
— Contei, mas não tudo. — Virou-se para mim. — É o tesouro, Sassenach, o ouro das focas.
Incapaz de levar o ouro com ele, Jamie o escondera em seu lugar e voltara para Ardsmuir.
— Eu não sabia o que devia fazer com ele — explicou ele. — Duncan Kerr entregou-o aos meus cuidados, mas eu não tinha a menor noção de a quem ele pertencia, ou de quem o colocou lá, ou do que eu deveria fazer com ele. A “bruxa branca” foi tudo que Duncan disse e isso não significava nada para mim, exceto você, Sassenach.
Relutante em fazer uso do tesouro e, no entanto, achando que alguém deveria saber de sua existência, com receio de que morresse na prisão, ele enviara uma carta cuidadosamente codificada a Jenny e Ian em Lallybroch, dando a localização do esconderijo e o uso a que ele — provavelmente — fora destinado.
Eram tempos difíceis para os jacobitas, talvez ainda mais para aqueles que haviam se refugiado na França — deixando terras e fortunas para trás — do que para os que permaneceram e enfrentaram a perseguição dos ingleses nas Terras Altas. Mais ou menos na mesma época, Lallybroch sofrera duas colheitas ruins em sequência e cartas haviam chegado da França, pedindo qualquer ajuda possível para socorrer antigos companheiros que corriam o risco de passar fome.
— Não tínhamos nada para mandar; na realidade, nós mesmos estávamos à beira da fome — explicou Ian. — Mandei avisar Jamie e ele disse que talvez não fosse errado usar um pouco do tesouro para ajudar a alimentar os partidários do príncipe Tearlach.
— Parecia provável que tivesse sido colocado lá por um partidário dos Stuart — acrescentou Jamie. Ergueu uma das sobrancelhas ruivas para mim e o canto de sua boca torceu-se para cima. — Mas eu não pretendia mandá-lo para o príncipe Charles.
— Bem pensado — eu disse secamente. Qualquer dinheiro dado a Charles Stuart teria sido desperdiçado, dissipado em questão de semanas, e qualquer um que tivesse conhecido Charles intimamente, como Jamie conhecera, saberia disso muito bem.
Ian levou seu filho mais velho, Jamie, e atravessou a Escócia até a enseada das focas perto de Coigach. Com medo de que qualquer notícia do tesouro se espalhasse, não procuraram um barco de pescador. Em vez disso, o Jovem Jamie nadara até a rocha das focas como seu tio o fizera havia vários anos. Encontrara o tesouro em seu esconderijo, tirara duas moedas de ouro e três das pedras menores e, colocando-as numa sacolinha muito bem atada em volta do seu pescoço, devolvera o resto do tesouro ao seu lugar e atravessara as ondas de volta, chegando exausto.
Seguiram para Inverness e tomaram um navio para a França, onde seu primo Jared Fraser, um bem-sucedido comerciante de vinhos exilado, ajudou-os a trocar as moedas e pedras preciosas discretamente em dinheiro e assumiu a responsabilidade de distribuí-lo entre os jacobitas necessitados.
Desde então, Ian fizera a difícil viagem até a costa com um de seus filhos, cada vez para retirar uma pequena parte da fortuna escondida para cobrir uma necessidade. Por duas vezes, o dinheiro fora para amigos necessitados na França; uma vez, fora utilizado para comprar novos estoques de sementes para Lallybroch e fornecer alimentos aos seus colonos que lhes permitisse atravessar um longo inverno quando a plantação de batatas fracassou.
Somente Jenny, Ian e os dois filhos mais velhos, Jamie e Michael, sabiam da existência do tesouro. A perna artificial de Ian impedia-o de nadar até a ilha das focas, de modo que um de seus filhos sempre teve que acompanhá-lo na viagem. Imagino que o fato de lhes ter sido confiado um segredo de tal monta tenha sido uma espécie de rito de passagem tanto para o Jovem Jamie quanto para Michael. Agora deveria ser a vez do Jovem Ian
.”

E com isso encerramos o nosso livro vs série dessa semana. E você, Sasse, o gostou do episódio? Se espantou e se revoltou? Fariam algo diferente? Comente!

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