Daily Line: Vocês acordaram o bebê

POSSUI SPOILER DO LIVRO 9 | Leia outros em Trechos da Diana

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[Trecho de VÁ DIZER ÀS ABELHAS QUE PARTI, Copyright 2020 Diana Gabaldon]

A casa era modesta, mas bem arrumada. Tinha a fachada em madeira pintada de branco com uma porta azul, localizada em uma rua de casas igualmente arrumadas, com uma pequena igreja de arenito vermelho no final da rua. Havia folhas amareladas caídas de uma árvore no jardim da frente, acumuladas em desvios úmidos sobre o caminho de tijolos. William ouviu Cinnamon respirar fundo quando chegaram ao portão e o viu olhar de um lado para o outro enquanto caminhavam até a porta, secretamente anotando todos os detalhes.

William bateu na porta sem hesitar, ignorando a aldrava de latão no formato de cabeça de cachorro. Houve um momento de silêncio e, então, o som de um bebê chorando dentro da casa. Os dois jovens se entreolharam.

“Deve ser o filho do cozinheiro de sua senhoria”, disse William, demonstrando uma certa indiferença. “Ou da empregada. Sem dúvida, a mulher vai…”

A porta foi aberta, revelando um Lorde John franzindo a testa, com a cabeça descoberta e em mangas de camisa, segurando uma criança pequena e chorosa no colo.

“Vocês acordaram o bebê, malditos sejam”, ele disse. “Oh! Olá, Willie. Entre, então, não fique aí parado deixando o ar frio entrar; o pequeno demônio está doido para pegar um resfriado, o que não vai melhorar o seu temperamento. Quem é seu amigo? Seu criado, senhor”, ele acrescentou, colocando a mão sobre a boca da criança e acenando para Cinnamon com uma suposta hospitalidade.

“John Cinnamon”, disseram os dois jovens automaticamente, falando juntos e depois parando, igualmente perturbados. William foi o primeiro a se recuperar.

“E o seu? ” Ele perguntou educadamente, com um aceno de cabeça para a criança que, momentaneamente, tinha parado de chorar e mordia ferozmente o nó do dedo de Lorde John.

“Você só pode estar brincando, William”, respondeu seu pai, dando um passo para trás e sacudindo a cabeça convidando-os a entrar. “Permita-me apresentá-lo ao seu primo de segundo grau, Trevor Wattiswade Gray. É um prazer conhecê-lo, senhor Cinnamon. Aceita um pouco de cerveja? Ou alguma coisa mais forte? ”

“O que, em nome de Deus, o senhor está fazendo com esse bebê, tio John? ” Uma voz feminina furiosa veio da porta do outro lado da sala e William virou a cabeça na sua direção. Pela moldura da porta, ele viu uma garota loira de porte médio, exceto pelo tamanho dos seus seios que eram muito grandes, brancos como leite e semi-expostos pelo banyan aberto e pela blusa desamarrada que usava.

“Eu? ” Disse Lorde John, indignado. “Eu não fiz nada com a pequena fera. Aqui, senhora, pegue o bebê. ”

Ela o pegou e o pequeno Trevor imediatamente enfiou o rosto no peito dela, fazendo barulhos bestiais com o nariz. A jovem vislumbrou o rosto de William e olhou para ele.

“E quem diabos é o senhor? ” Ela perguntou. Ele piscou.

“Meu nome é William Ranson, senhora”, disse ele de forma ríspida. “Seu criado. ”

“Este é seu primo Willie, Amaranto”, disse Lorde John dando um passo à frente e dando um tapinha no topo da cabeça de Cinnamon de maneira apologética, enquanto passava por ele. “William, permita-me apresenta-lo à Viscondessa Grey … viúva do seu primo Benjamim. ” A pausa foi quase imperceptível, mas William notou e moveu o olhar bruscamente da jovem para o pai. Porém, o rosto de Lorde John permaneceu composto e amável. Ele não olhou para William.

Então, não importava se eles tivessem ou não encontrado o corpo de Bem, eles estavam deixando sua esposa acreditar que ele estava morto.

“Meus sentimentos, Viscondessa, ” ele disse fazendo uma reverência.

“Obrigada, ” disse ela. “Oh, Trevor, seu pequeno Myotis! ” Ela tinha sufocado Trevor, acomodando-o sob a manga do seu banyan apressadamente puxada para a frente, evidentemente puxando a manga para trás com o mesmo movimento, pois a criança batia no seu peito e fazia sons de sucção embaraçosamente altos.

“Er… Myotis? ” Parecia vagamente grego, mas não era uma palavra com a qual William estivesse familiarizado.

“Uma espécie de morcego”, ela respondeu enquanto ajustava a criança mais confortavelmente. “Essa espécie tem dentes muito afiados. Peço desculpas, meu senhor. ” E, com essa fala, ela girou sobre os calcanhares e desapareceu.

(Meus agradecimentos a Elizabeth Lutz Kelly pela adorável foto de abelha, e a sua mãe Jan Kelly, quem me enviou a foto!)

Fonte: Diana Gabaldon
Data de publicação: 23/01/2020

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