Daily Line: Besouro-da-batata

POSSUI SPOILER DO LIVRO 9 | Leia outros em Trechos da Diana

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William encontrou Moira, a cozinheira, na horta, colhendo cebolinhas. Ela estava conversando com Amaranthus, que evidentemente também tinha estado no jardim; ela carregava um cesto que continha uma boa quantidade de uvas e algumas peras da pequena árvore que crescia perto da cozinha. De olho nas frutas, ele se aproximou e desejou bom dia às mulheres. Amaranthus lançou-lhe um olhar de cima a baixo, inalou como se tentasse avaliar seu estado de embriaguez pelo aroma e, com um leve aceno de cabeça, entregou-lhe uma pera madura.

– Café? – disse ele para Moira, esperançosamente.

– Bem, eu não posso dizer que não tem – disse ela, em dúvida. – Mas é sobra de ontem e forte o suficiente para tirar o brilho dos seus dentes.

– Perfeito – assegurou ele, e mordeu a pera, fechando os olhos enquanto o suco delicioso inundava sua boca. Ele os abriu e viu Amaranthus, de costas para ele, abaixando-se para olhar algo no chão entre os rabanetes. Ela vestia um roupão fino por cima da camisa e o tecido estava cuidadosamente esticado sobre seu traseiro redondo.

Ela levantou-se e virou-se de repente e ele imediatamente se curvou em direção ao local no chão para onde ela olhava, dizendo: – O que é isso? – embora, pessoalmente, não tenha visto nada além de sujeira e muitos rabanetes.

– É um escaravelho de excrementos – disse ela, aproximando-se para olhá-lo. – Muito bom para o solo. Eles enrolam pequenas bolas de excremento e as arrastam para longe.

– O que eles fazem com elas? – As bolas de esterco, eu quero dizer?

– Eles comem elas – disse ela, dando de ombros levemente. – Eles enterram as bolas por segurança e depois as comem conforme a necessidade, ou, às vezes, se reproduzem dentro das bolas maiores.

– Que … aconchegante. Você já tomou café da manhã? – perguntou William, levantando uma sobrancelha.

– Não, ainda não está pronto.

– Nem eu – disse ele, levantando-se. – Embora eu não esteja tão faminto quanto antes de você me falar sobre isso. – Ele baixou os olhos para o colete que usava. – Eu tenho algum escaravelho de excrementos nesta nobre reunião?

A pergunta a fez rir.

– Não, não tem. Nem é colorido o suficiente.

De repente, Amaranthus estava bem perto dele, embora ele estivesse certo de que não a tinha visto se mover. Ela tinha o estranho poder de parecer aparatar repentinamente do nada; era desconcertante, mas bastante intrigante.

– Aquele verde brilhante – disse ela, apontando um dedo longo e delicado para sua parte central – é um besouro de folha de Dogbane, Chrisochus Auratus.

– Sério?

– Sim, e esta adorável criatura com nariz comprido é um Billbug.

– Um percevejo? – William espreitou os olhos para o peito.

– Não, um Billbug – disse ela, tocando no inseto em questão. – É uma espécie de caruncho, mas que se alimenta de rabo-de-gato. E de milho novo.

– Uma dieta bem variada.

– Bem, a menos que você seja um escaravelho de excrementos, você pode escolher o que comer – disse ela, sorrindo. Ela tocou um outro besouro e William sentiu um leve, mas perceptível choque na sua espinha. – Agora, aqui – disse ela, dando pequenas pancadinhas com o dedo, – nós temos uma broca de cinzas esmeralda, um besouro-tigre festivo e um falso besouro-da-batata.

– E como é um besouro-da-batata verdadeiro?

– É muito parecido, na verdade. Este aqui é chamado de falso besouro-da-batata porque, embora se alimente de um pouquinho de batata, realmente prefere urtiga de cavalo.

– Ah! – ele achava que deveria expressar algum interesse no resto de pequenas coisas que ornamentavam seu colete, na esperança de que ela continuasse dando tapinhas nelas. Ele já estava abrindo a boca para indagar sobre uma coisa grande na cor creme e com chifres, quando ela deu um passo para trás para olhar em seu rosto.

– Eu ouvi meu sogro conversando com Lord John sobre você – disse ela.

– Ah? Bom. Espero que tenham tido um bom dia para isso – disse ele, sem dar muita importância.

– Falando sobre falsos besouros-da-batata, eu quero dizer – disse ela. Ele fechou os olhos por um momento, então abriu um deles e olhou para ela. Ela estava perfeitamente firme, sem um mínimo de vacilo.

– Eu sei que bebi um pouco demais – disse ele, educadamente. – Mas eu não acho que me pareço com qualquer tipo de besouro-da-batata, independentemente da opinião do meu tio.

(Copyright 2021 Diana Gabaldon. E MUITO obrigada, Yolande Torjman, pelo adorável grupo de abelhas nas flores de limão!)

Fonte: Diana Gabaldon
Data de publicação: 01/02/2021

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Um comentário sobre “Daily Line: Besouro-da-batata

  1. Boa tarde quero muito ler mais partes do livro 09 até ser lançado. gostaria de ler sobre o encontro de Brianna com Jamie e Clear
    r.

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