Daily Line: Educação Qualitativa

POSSUI SPOILER DO LIVRO 9 | Leia outros em Trechos da Diana

Então… algumas pessoas em outros lugares estão discutindo a questão de Jamie criar os seus filhos, conversa bem interessante! Eu vou dar a minha opinião (tosse) sobre a hipótese de que a educação de Jamie seria qualitativamente diferente em relação aos filhos adultos, porque ele não teve nenhum relacionamento com eles quando crianças. (Minha opinião é que ele certamente tinha um relacionamento com eles, embora eles não tivessem, com ele). Alguns pontos de vista são interessantes.

Um deles é que, embora Jamie conhecesse Willie quando criança, ele realmente não passou muito tempo com o menino (depois do dia um tanto dramático do seu nascimento) e passou apenas algumas horas por dia com ele nos estábulos, partindo quando Willie tinha seis anos.

Nesse caso específico, acredito haver uma diferença entre a criação quantitativa e qualitativa dos filhos e que a noção de que a influência de Jamie sobre William deve ser considerada, já que ele era muito diferente de qualquer outra pessoa em Helwater.

Não querendo incitar nenhuma discussão, embora esteja tudo bem para mim se alguém quiser falar sobre o assunto, esta é apenas uma introdução (inesperada) para a #DailyLines de hoje:

#DailyLines #VáDizerÀsAbelhasQueParti #aindanãoestáterminado #direiquandoestiver #embreve

William se perguntava quanto conhaque seu pai e seu tio bebiam em um ano. Além das suas funções sociais, o conhaque era o primeiro recurso usual de qualquer um dos homens, diante de qualquer crise de natureza física, política ou emocional. E, dada a profissão mútua, tais crises ocorriam com frequência. A primeira lembrança do próprio William de ter recebido conhaque datava de uns cinco anos de idade, quando ele subiu a escada do estábulo para montar o cavalo de Lord John dentro da sua baia, algo que ele estava terminantemente proibido de fazer, e tinha sido prontamente arremessado para longe pelo cavalo assustado, batendo na parede na parte de trás da baia e afundando, atordoado, no feno entre os cascos traseiros do animal.

O cavalo havia pisoteado, na tentativa (ele se deu conta mais tarde) de evitar pisar no menino, mas ele ainda se lembrava dos enormes cascos pretos descendo tão perto da sua cabeça que ele podia ver as unhas nas ferraduras, e que uma delas havia arranhado sua bochecha. Assim que conseguiu fôlego suficiente para gritar, houve um grande alvoroço: seu pai e Mac, o noivo, gritando e correndo pelo corredor dos estábulos fazendo barulho com suas botas.

Mac se arrastou para dentro da baia, falando calmamente com o cavalo em sua própria língua estranha, e puxou William pelos pés. Em seguida, Lord John o examinou rapidamente em busca de sangue ou ossos quebrados e, não encontrando nenhum, deu-lhe uma boa palmada no traseiro, depois puxou um pequeno frasco e o fez tomar um gole de conhaque para controlar o choque. O conhaque em si foi um choque quase tão grande quanto o outro, mas depois que ele parou de chiar e tossir, ele realmente sentiu-se melhor.

Ele estava se sentindo um pouco melhor agora, depois de terminar sua segunda taça. O pai notou que seu copo estava quase vazio e sem perguntar, pegou a garrafa e encheu-o novamente, então repetiu o gesto para si mesmo.

(Meus agradecimentos à Theresa Niner pela linda foto de abelha!)

Fonte: Diana Gabaldon
Data de publicação: 21/02/2021

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