[Resenha] Outlander 6×02 – Allegiance

“Eu sei de uma coisa, Richard Brown daria um péssimo agente indígena. E eu sei que você vai fazer a coisa certa.” – Claire Fraser

O episódio iniciou com Jamie junto com Ian visitando os cherokees e se apresentando como o agente indígena escolhido pelo Governador Martin. O chefe dos cherokees, Pássaro que Canta nas Manhãs, quer armas e pede que Jamie comunique o seu desejo ao governador. Lembra também que antes os cherokees lutaram ao lado dos ingleses e que poderiam voltar a lutar com eles. Jamie pensa no risco que será armar os índios – tanto Claire quanto Brianna e Roger já o informaram que haverá em breve uma guerra e que os rebeldes vencerão a guerra -, pois os índios podem lutar junto ou contra ele. Durante a noite, Jamie é literalmente atacado por duas índias que sentem que é uma honra dormirem com o agente indígena da Coroa, além é claro de que este agente em particular seja um belo escocês ruivo. Jamie tenta falar que ele é casado e fiel, mas as moças não ligam muito para o argumento dele. Então, ele pede ajuda a Ian que inventa para as índias que Jamie teve um sonho onde o Criador dizia a ele que só poderia se deitar com uma mulher quando trouxesse as armas para o chefe cherokee. Ah, como eu esperei para ver isso quando lia o livro e como foi engraçado ver Jamie tentando fugir das mãos bobas das índias, assim como ri quando ele ficou indignado ao saber por Ian que uma das índias pensou que poderia ficar grávida dele e o filho poderia ser ruivo, o que não seria muito bom porque chamaria muita atenção.

Melhor ainda foi ver como Jamie chegou desesperado atrás de Claire depois do ataque das índias. Ah, e como é bom ver eles juntos e cheios de desejo. Se pegando durante o dia, sem tempo para tirar toda a roupa e fazendo a Sra. Bug perceber como a estrutura do andar de cima é firme, mas a acústica deseja a desejar.

Jamie perguntou para Claire se ela lembrava de que lado os cherokees lutaram na guerra. Claire disse que não recordava e Jamie falou sobre o pedido que Pássaro que Canta nas Manhãs fez de armas. E confessou que temia de qual lado os índios lutariam. Mais tarde o Major MacDonald apareceu e Jamie não falou sobre o pedido de armas que o chefe cherokee fez. Ian que estava presente perguntou ao tio por que ele não comunicou o pedido dos índios ao major. Jamie conta para Ian sobre o que Claire, Brianna e Roger disseram sobre a guerra que virá. Que a Coroa seria derrotada pelos rebeldes e uma nova nação seria formada. E que mais a frente, ele mudaria de lado e ficaria com o lado vencedor. Ian garante que a sua fidelidade é com Jamie.

Marsali conta para Claire sobre o porquê de Fergus ficar tanto tempo longe da família e bebendo. Ele se sente culpado e um inútil por não ter defendido Marsali quando ela foi atacada. Claire comenta que nada poderia ser feito para evitar aquilo. Marsali diz que o que Lionel Brown e seus homens fizeram a despedaçou e percebe que aquele assunto incomoda muito Claire, apesar dela afirmar que está bem e mais uma vez procurar a sua fuga através do esquecimento do éter. É algo preocupante e triste ao mesmo tempo essa fuga de Claire. Ela é uma personagem forte que não está conseguindo admitir que mesmo uma pessoa forte tem fragilidades e que isso é algo normal, assim como também pedir ajuda para enfrentar essas fraquezas. Nos livros, a autora Diana Gabaldon não aborda tanto os traumas pós estupro que Claire sofre e gostei de ver isso abordado na série, o que torço e espero é que logo ela consiga admitir que tem um problema e que precisa de ajuda.

Mais tarde, Marsali entra em trabalho de parto e ela está com dificuldades no parto – e toda vez que vejo um parto natural do século 18, penso aflita em como era difícil parir naqueles tempos -. Claire está preocupada e pede para Jamie encontrar Fergus porque Marsali precisa dele. Roger o encontra e enquadra o francês direitinho falando para que ele pare de sentir pena de si mesmo e vá ajudar sua mulher e também estar presente para ela, antes que seja tarde e ele se arrependa. Fergus chega e acalma Marsali praticando algumas técnicas que ele aprendeu quando crescia em um bordel de Paris. Há uma debandada geral quando os presentes na cozinha da casa grande começam a escutar os gemidos e barulhos que Fersali fazem no consultório de Claire. Malva – a sonsa malvada – pergunta se as mulheres gostam de sexo e Claire responde que para algumas é sim prazeroso. Que elas recebem e dão prazer assim como os homens também. A ajuda de Fergus dá resultado e Marsali tem o seu bebê. Fergus quando vê o filho fica chocado e sai ao perceber que a criança é um anão. Marsali quando recebe o filho nos braços só vê que é uma criança linda. Ah, foi impossível não me emocionar e pensar no pequeno Henri-Christian. Em todo amor e felicidade que ele trará para os Frasers. Como também foi impossível não chorar ao lembrar do que o futuro e Diana reservam para o lindo Henri-Christian.

Os Christies chegaram à Fraser Ridge e desde o episódio passado vimos como a chegada deles já mexeu com a vida de todos na colina. É como se começasse a surgir uma Christelândia em Fraser Ridge. Na igreja construída por Tom Christie e seus homens, Roger é convidado a presidir o velório da sogra de Hiram Crombie que parece estar morta, mas na verdade ainda vive e Claire a examinando percebe que resta apenas alguns minutos de vida porque ela tem um aneurisma da aorta que está rompendo. As pessoas presentes se assustam quando a mulher volta dos mortos e Tom pede que Cristo o defenda e, pergunta se isso é o diabo. Claro que isso afeta os presentes e muitos falam que a mulher está possuída e olham assustados para Claire. A cena foi muito boa e fiel ao livro desde Hiram sendo chamado de pão de duro pela sogra, depois com a chegada do Devorador de Pecados, com Hiram e sua sogra se perdoando, ela encontrando finalmente a paz, com Roger ministrando a cerimônia e descobrindo a sua vocação de pregador.

Falando nos Christies, sobre Tom, Malva e Allan, é nítido como eles são uma família desconexa. Tom quer ser o baluarte da moral religiosa, mas é um ser intolerante e preconceituoso. Ele vê e trata a mulher como uma figura inferior ao homem e, fica impressionado e até mesmo seduzido pela coragem e inteligência de Claire, que não admite ficar calada e argumenta usando as passagens da bíblia que Tom tanto gosta de usar para demonstrar a superioridade masculina. Tom depois de perceber que sua mão está realmente precisando ser consertada como Claire avisou, afinal, ele não consegue surrar sua filha Malva, ele decide fazer a cirurgia com Claire. Falando em Malva, ela foi criada por um pai intolerante, fanático e preconceituoso religioso, além de um irmão mais velho que não é um bom exemplo para ninguém. Também há um mistério sobre o que aconteceu com sua mãe. Malva quer fugir dessa realidade opressora em que vive e encontra em Claire essa saída. Ela quer aprender e descobrir outras respostas além das obtidas pelo pai e irmão. Claire encontra em Malva a sua aprendiz para passar o conhecimento e por que não também o seu carinho. Mas nada com os Christies é simples. Malva não é a garota tão inocente que demonstra ser e Allan já mostrou o quanto ambiciona o que Jamie tem. Ele também deixa claro que vê Claire mais como uma feiticeira do que como uma médica. Essa família me dá arrepios e os atores estão muito bem em seus papéis.

O episódio se encerra com Jamie escrevendo para o major MacDonald e relatando o desejo do chefe cherokee em possuir armas. Ele conversa com Claire e explica que tomou essa decisão ao ouvir Ian contar a Marsali que ele teve um filho quando vivia com os índios. Se Ian tinha uma família indígena, então ele devia a sua fidelidade a ela, assim como ele também devia a sua fidelidade a Ian.

Este foi um episódio muito bom. Muito fiel aos livros, bem escrito e com boas atuações. Aliás, o elenco está afinado e todos estão bem em seus papéis. A fidelidade foi o ponto alto de todo episódio e sempre esteve envolvida em todos os assuntos. Claire é fiel a Jamie e confia que ele sempre tomará a melhor decisão. Ian mostrou a sua fidelidade ao seu tio, mas também ao povo indígena com que ele viveu. Jamie também sabe que com a Christelândia se estabelecendo em Fraser Ridge, ter a igreja nas mãos de Tom pode se tornar uma arma de guerra e por isso ele foi até Tom para lembrar dos votos maçons, onde aquela igreja seria uma casa de reuniões tanto para protestantes como para católicos, onde homens, mulheres e crianças podiam entrar livremente com Deus em seus corações – inclusive Claire e sem ser acusada de feitiçaria-. Jamie também tomou decisões e mostrou que sempre será um homem fiel. Não somente ao seu amor por Claire, mas principalmente ao seu coração e sua honra.

Encerro essa resenha feliz em rever Adso, meu personagem animal favorito de Outlander. Tão fofo fazendo companhia para Marsali em seu momento de aflição e mostrando ao major MacDonald quem é o reizinho de Fraser Ridge.

Out¹: Frases deste episódio:

“Bem, se você quiser me acompanhar amanhã de manhã, minha filha Marsali está grávida.” – Claire Fraser (Ah, que amor!)

“Eu gosto de você, eu te amo. Eu te adoro. Eu tenho que colocar meu ‘pikachu’ dentro de você.” – Claire com um sorriso nos lábios lembrando das palavras de Jamie na volta depois dele ser atacado pelas índias, quer dizer sobre esse ataque ela ainda não sabe e não posso esperar para ver a reação dela.

Out²: Pobre de Brianna toda feliz para mostrar que conseguiu fazer fósforo e o povo pensando que ela está grávida.

Out³: Falta muito para desenvolver a história de Lizzie e dos gêmeos? Ela está ansiosa, os gêmeos estão e eu não vejo a hora de Lizzie agitar a colina e passar a perna em Jamie e Roger.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s